terça-feira, 8 de maio de 2007

JORNAL DE NOTICIAS – LINHA DA PÓVOA TEM METADE DOS PASSAGEIROS PREVISTOS

Pouco mais de um ano depois da inauguração do troço final da Linha Vermelha do metro, entre a Póvoa de Varzim e Pedras Rubras, o movimento de passageiros, embora a crescer, continua muito aquém das expectativas iniciais. Nos dias úteis, a linha - entre a Póvoa e a Fonte do Cuco - não vai muito além das nove mil validações (5,21% do total da rede), bem longe das previsões da Metro do Porto (MP), que apontavam para 20 mil novos passageiros.Para uns, a "culpa" é das muitas paragens - 21 só no troço Fonte do Cuco/Póvoa - que tornam os tempos de percurso pouco atractivos, face ao automóvel e até face ao autocarro, que, por exemplo, no caso do Pólo Universitário da Asprela - para onde se desloca a maioria dos estudantes (uma enorme fatia dos movimentos pendulares Póvoa/Vila do Conde-Porto) - "bate" o metro, a preços mais baixos e sem transbordos. Para outros, são os preços elevados que afastam novos clientes. Para outros, ainda, é a demora na conclusão das obras de inserção urbana a falta estacionamento junto às estações, os passeios inacabados, as ruas enlameadas e os muitos buracos não contribuem para a atractividade do novo meio de transporte.O presidente da Câmara de Vila do Conde, Mário Almeida, admite que as paragens "talvez sejam muitas", mas para o autarca e membro do Conselho de Administração da MP é, sobretudo, a demora na conclusão dos trabalhos que está a "travar" a maior adesão.Nos pouco mais de 500 metros da linha no concelho da Póvoa, as críticas são muitas a estação terminal não tem estacionamento, na envolvente do canal reina a poeira, as ruas esburacadas e sem passeios, as casas expropriadas meio demolidas, meio por demolir, a falta de iluminação, as ruas cortadas… Um ano depois da "pomposa inauguração", dizem os moradores, só o metro chegou.Em Vila do Conde, junto à Estação de S. Clara, o cenário não é melhor falta estacionamento, o acesso à estação é feito entre muitos buracos, poeira e desvios de trânsito. (ler página ao lado). Nas freguesias são muitas as estações "no meio do nada", com fracas acessibilidades, em locais ermos e escuros.A realidade dos númerosDe acordo com os dados de Março da MP, das 21 estações, entre a Póvoa e a Fonte do Cuco, apenas a Póvoa e Pedras Rubras apresentam, em dias úteis, um movimento acima das mil validações. Em Vila do Conde a estação da cidade (junto ao Estádio dos Arcos) fica-se pelas 757 e a de Santa Clara (a antiga estação da CP) pelas 453. Há um ano, em Março de 2006, a linha ficava-se pelas cinco mil validações, pelo que, embora lentamente, o número de passageiros tem vindo a aumentar.Ainda assim, dizem os passageiros, são muitas as estações "no meio do nada", "a meia dúzia de metros" da estação anterior. Ligações da redeOs dados da Metro confirmam na Azurara (Vila do Conde), por exemplo, a média em dia útil é de 116 passageiros. No total, são cinco as estações que não chegam aos 200 passageiros por dia útil e mais quatro que não passam dos 300. Depois vêm, ainda, os problemas da própria rede: a ligação ao Pólo da Asprela, por exemplo, obriga à ida à Trindade, transbordo e mais de uma hora de caminho. Os veículos expresso - semi-directos - "são poucos" e, dado o troço comum Senhora da Hora-Dragão, param em todas as estações a partir da Senhora da Hora.Ainda assim, acredita Mário Almeida, no futuro, com a conclusão das obras de inserção urbana e uma ligação Senhora da Hora-Hospital de S. João já em estudo, a linha poderá atingir a desejada procura e justificar um investimento de 252 milhões de euros, que muitos continuam a considerar "desnecessário", face a um transporte ferroviário da CP que, modernizado, poderia prestar, um serviço semelhante.O que ainda está por fazerNa inauguração da Linha Vermelha, o ministro das Obras Públicas, Mário Lino, prometeu aos autarcas "luz verde" para todas as obras de inserção urbana, a concluir até ao final de 2006. Volvido um ano, na Póvoa e em Vila do Conde, a primeira fase dos trabalhos está agora em conclusão, a segunda (até Portas Fronhas - Vila do Conde), orçada em 6,5 milhões de euros, espera autorização do Governo e a terceira (Portas Fronhas-Póvoa) só deverá avançar em 2008. A segunda fase engloba o novo arruamento paralelo ao rio Ave, que ligará a Avenida Figueiredo Faria (junto à Meia Laranja) à Avenida Bernardino Machado (junto ao acesso às novas escolas), as vias paralelas ao canal até Portas Fronhas e o novo interface na estação de Vila do Conde.

Jornal de Noticias 2007/05/08 - Ana Trocado Marques, José Mota

sexta-feira, 4 de maio de 2007

JORNAL DE NOTICIAS – "MÃO CHEIA DE NADA" NA REUNIÃO COM STCP

Uma reunião "inconclusiva"e "sem novidades", considerou, ontem, à saída do encontro com a Administração da STCP-Sociedade de Transportes Colectivos do Porto, Cecília Lima, do Movimento de Utentes dos Transportes da Maia. "Entrámos com uma mão cheia de nada e saímos com outra a mão a abanar", ironizou.Durante "duas horas de conversa", as alterações feitas pela STCP, no passado mês de Janeiro no âmbito da nova rede, "esbarraram" nos interesses dos passageiros da Maia. "Antes derraparam", corrige a animadora do movimento. Em cima da mesa, voltou a ser discutida a falta de transportes públicos ao longo da EN 14 (Via Norte), os transbordos feitos "sem sentido", a ausência de autocarros directos entre as cidades da Maia e do Porto, o novo sistema de bilhetes e sua validação. Entre notas e apontamentos, ficaram algumas desilusões "A STCP não vai abdicar das soluções colocadas no terreno. Fiquei com a impressão que não vão mais rolar autocarros na Via Norte", adiantou Cecília Lima. Quanto às mudanças a introduzir nas outras carreiras, a dinamizadora do Movimento dos Utentes da Maia ficou convicta de "pequenos acertos" pela STCP. Entre as sugestões propostas no caderno reivindicativo aludia-se, também, os "enormes atrasos" da carreira 600, entre a Maia e o Porto, a sobrelotação dos autocarros, os incómodos causados aos passageiros, sobretudo, aos idosos e crianças. "A STCP continua a insistir nos interfaces, mas a Maia é muito grande e milhares de pessoas vivem longe do centro, em freguesias rurais. O metro passa longe e a maioria não tem automóvel", garantiu.Como a esperança "não morreu", outra reunião ficou marcada para o dia 14 de Junho. A delegação do movimento foi acompanha por António da Silva Tiago, vice-presidente da Câmara da Maia e Augusto Monteiro, técnico de Mobilidade da autarquia. Por parte da STCP esteve, entre outros, Rui Saraiva.

Jornal de Noticias 2007/05/04 - Manuel Vitorino

quinta-feira, 3 de maio de 2007

JORNAL DE NOTICIAS - UTENTES DA STCP CONTRA "ISOLAMENTO"

Movimento de Utentes dos Transportes da Maia
"Estamos mais isolados do que nunca e quem paga a factura são as pessoas mais idosas e sem meios económicos", as declarações são de Cecília Lima, do Movimento de Utentes dos Transportes da Maia, cuja estrutura será, hoje, recebida pelo Conselho de Administração da STCP-Sociedade de Transportes Colectivos do Porto.Cinco meses depois do início dos protestos e manifestações, ainda há gente descontente não baixaram os braços e continuam a exigir "mais e melhores transportes". Depois, querem saber as respostas ao "caderno reivindicativo" entregue à STCP logo a seguir aos dias de bloqueio. A saber falta de transportes ao longo da EN 14, ou seja a Via Norte, onde ficam situadas várias unidades industriais (como a Unicer, Makro e Efacec); segmentação das carreiras e "transbordos feitos sem sentido", com a subsequente perda de tempo e aumento das tarifas; ausência de transportes directos entre a Maia e os principais destinos dos passageiros, como as zonas do Carvalhido e Cordoaria, no Porto."A Maia tem uma população idosa. Antes da nova rede, a tal que ia dar mais conforto e mobilidade aos utentes, as pessoas apanhavam um autocarro da carreira 46 e iam directamente da Maia ao Hospital da Prelada. Agora, têm de ir ao aeroporto e, depois do transbordo, conseguem ter outro autocarro para o destino. Não faz sentido", alegou Cecília Lima.Quanto à reunião agendada "há bastante tempo" com a STCP, a dirigente do Movimento de Utentes dos Transportes da Maia espera, apenas, "receptividade e bom senso". Ao JN, deixou uma pergunta, para já sem resposta "Será curioso saber-se quantos passageiros a STCP perdeu, nos últimos meses, com a entrada em vigor da nova rede. Pelas nossas contas, foram milhares e será também interessante saber-se o que irá ser feito para diminuir a complicação dos prejuízos causados pelo novo sistema de bilhetes e cartões de embarque. Existe uma grande falta de fiabilidade do sistema", concluiu.
Jornal de Noticias 2007/05/03 - Manuel Vitorino

REUNIÃO COM STCP

CANCELADA

quarta-feira, 2 de maio de 2007

JORNAL DE NOTICIAS – NORTE À BEIRA DA ÚLTIMA OPORTUNIDADE

"O Norte está no seu pior momento". A frase é do presidente da Comissão de Coordenação do Norte (CCDRN), Carlos Lage, mas basta olhar para alguns indicadores económicos e percorrer as ruas das maiores cidades ou das vilas mais pequenas para se perceber que a base económica tradicional está a desaparecer e que o peso dos seus representantes políticos é cada vez menor. No global, vive-se hoje pior no Norte do que há uma ou duas décadas e a qualidade de vida não pára de diminuir.Há vinte anos, o Norte ostentou o título de uma das dez regiões mais industrializadas da Europa, lembra Valente de Oliveira numa entrevista a publicar amanhã; em 2004 (últimos dados disponíveis), estava em quarto lugar, mas no ranking das mais pobres e a uma distância cada vez maior dos parceiros europeus. Entre os Quinze, só três regiões (todas elas gregas) produzem menos riqueza por habitante.A completa reviravolta no nível de vida das populações também é óbvia quando se olha só para Portugal. Há uma década, o Norte estava à frente do Centro e Açores e empatado com o Alentejo; em 2004 foi, de longe, a que menos riqueza por habitante produziu.Tão sustentada tem sido a decadência económica dos últimos anos, com impacto directo na qualidade de vida das gentes, que há investigadores a duvidar da sua capacidade de recuperação. É já claro que acabou o modo de vida que fez do Norte a região mais rica de Portugal. O que se segue pode ser uma espiral de perda, da qual dificilmente se sairá. Ou uma nova filosofia de trabalho que volte a fazer do Norte um motor económico do país.Depois do diagnósticoTodos os avisos estão feitos e todos os caminhos apontados. E até o dinheiro necessário vai ser posto no colo das gentes do Norte por Bruxelas. O Quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN) será o último grande pacote financeiro a que Portugal, e o Norte, terão direito. Se repetir o que fez nos últimos 20 anos e desperdiçar esta verba, de 2,7 mil milhões de euros, poderá nunca mais encontrar oxigénio suficiente para sobreviver. Quanto ao que fazer com os milhões de Bruxelas, as soluções são relativamente consensuais e passam sobretudo por produtos e formas de trabalhar inovadoras, de valor acrescentado. É precisamente o que têm feito algumas empresas, até dos sectores em crise como o têxtil e o calçado, mas não a vasta maioria, que já começou a desaparecer e a arrastar o Norte para o mais alto nível de desemprego do país.A nível político, descentralização é a palavra mais ouvida, seja através da transferência de competências para entidades mais próximas dos cidadãos, seja pondo no terreno a regionalização. Antes dessa transferência (ou no seguimento dela, defendem alguns especialistas) são precisos líderes capazes de reunir competências em torno de objectivos comuns - um apelo repetido, mas ainda com pouco impacto prático. Bairrismos à partePara que as soluções cheguem ao terreno é primeiro preciso que todo o país, e não apenas a região, tome consciência da perda global que representa um Norte fraco e deprimido. "É uma questão nacional, não regional", lembra a deputada europeia Elisa Ferreira. É por causa do mau desempenho da economia nortenha que Portugal recebeu uma nota negativa na caderneta comunitária, no ano passado. E tudo indica que, pelo menos em alguns indicadores, a situação ficará pior antes de melhorar. É o caso do agravamento do desemprego na região, dado como certo por várias pessoas ouvidas neste trabalho e cujo impacto esperado nas contas nacionais o torna uma prioridade para todo o país.O Norte alberga dois terços dos trabalhadores e responde, ainda hoje, por 30% de toda a riqueza nacional. Não é, por isso, possível esquecer a coesão nacional e pedir um país moderno. E pensar que o Norte é o Porto, deixando de lado o Minho, a raia com Espanha, o Douro ou Trás-os-Montes é desfocar o problema.Os governos têm olhado demasiado para o próprio umbigo para atalhar a crise enquanto é tempo; e os agentes da região desperdiçaram apoios de Bruxelas e têm-se perdido numa miopia pedinchona, sem capacidade para criar dinâmicas virtuosas. Mas tempo é um luxo cada vez mais escasso. E as oportunidades também.
Jornal de Noticias 2007/05/02 - Alexandra Figueira e Carla Soares

quarta-feira, 25 de abril de 2007

PRIMEIRO DE JANEIRO – AUTARCAS VISITAM AS AREIAS PARA ELABORAR PROPOSTAS DE INTERVENÇÃO

Antes da ordem do dia, os vereadores aprovaram duas propostas da CDU por unanimidade. Assim, vai ser constituída uma delegação com autarcas dos diferentes partidos para visitarem a zona das Areias, em Azevedo, Campanhã, e elaborarem no prazo de 60 dias um relatório que evidencie medidas de requalificação a realizar naquela zona e a autarquia comprometeu-se também a conduzir negociações com a STCP com vista à melhoria dos transportes na zona.
Adiada ficou a proposta também da CDU para que fosse aprovado o comprometimento da edilidade em não despejar os seus inquilinos do Centro Histórico a não ser que estes o desejassem. O presidente da autarquia, Rui Rio, considerou a sugestão irrealista, porque nomeadamente no âmbito da Sociedade de Reabilitação Urbana, quando é feita a requalificação de um quarteirão “não se pode deixar de arranjar um prédio só porque pertence à câmara”. “Pode haver circunstâncias em que não será possível não transferir pessoas para os bairros”, garantiu. A votação da proposta será feita depois de consensualizado o texto.Já no período da ordem do dia, os deputados aprovaram, com a abstenção da CDU, a alteração da postura sobre a permanência de animais perigosos nas habitações municipais que prevê agora o despejo para quem tiver aqueles animais. O executivo aprovou ainda por unanimidade as propostas de criação de atractivos para as pessoas se ligarem à rede de saneamento, de adjudicação a uma nova empresa do fornecimento de refeições escolares até ao final do ano, de atribuição de subsídios de Acção Social Escolar às sedes de Agrupamento Vertical e de isenção da Queima das Fitas de taxas municipais.

Primeiro de Janeiro - E.V.

domingo, 22 de abril de 2007

PRIMEIRO DE JANEIRO - Degradação, estacionamento e transportes em debate promovido pela CDU no “casco” de Gaia

Moradores apreensivos
Os ex-moradores do Centro Histórico de Gaia estão desejosos de regressar à zona ribeirinha. Contudo os habitantes que permanecem apontam várias dificuldades. Faltam transportes, estacionamento e habitações com condições de dignidade.
Lúcia Pereira/José Freitas (foto)
A falta de transportes públicos, as dificuldades de estacionamento, o anunciado corte de várias ruas ao trânsito e as más condições de habitação são os problemas que mais preocupam os habitantes do Centro Histórico de Vila Nova de Gaia. Ontem, um debate promovido pela CDU juntou residentes actuais e ex-moradores nas instalações dos Mareantes do Rio Douro. “Lembrem-se de nós”, apelou uma ex-moradora, realojada em Vila d’Este na sequência do incêndio que desalojou várias famílias na Rua Guilherme Gomes Fernandes, em Março de 1988. Um morador acrescentou que a construção da urbanização na Rua General Torres “já foi prometida no primeiro mandato de Luís Filipe Menezes. “As pessoas continuam a ser retiradas e alojadas em Vila d’Este e no Monte Grande, com promessas de um dia voltarem para o Centro Histórico, que nunca se concretizam”, afirmou a vereadora da CDU, Ilda Figueiredo, referindo que a degradação das habitações continua a agravar-se.Revolta pelo fim dos transportes em Cândido dos ReisAs pessoas que assistiram ao debate manifestaram também a sua revolta por a Rua Cândido dos Reis ter ficado sem transportes públicos. As dificuldades de estacionamento, o facto se ser pago 24 horas por dia e a possibilidade de se fechar ao trânsito várias artérias do Centro histórico foram outras preocupações manifestadas pelos moradores que intervieram no debate. Além de Ilda Figueiredo, integraram a mesa do debate Carlos Jorge Silva, eleito na Assembleia de Junta de Freguesia de Santa Marinha, o deputado municipal da CDU, Paulo Tavares, e a professora universitária Teresa Noronha. “Milhares de turistas deixam aqui milhões de euros que podiam ser rentabilizados para as pessoas que vivem cá”, sugeriu Teresa Noronha, confessando que “custa muito ver a forma como os centros históricos estão a ser tratados, manipulados e explorados”. A docente universitária apontou o caso da Ribeira do Porto que descreveu como “um lugar perigoso e deprimido”, para justificar a necessidade de se manterem as pessoas que vivem nos centros históricos. “É o património imaterial – a linguagem, os gestos a genealogia, as tradições e as pequenas histórias que dão identidade aos lugares”, disse.

http://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&sec=eccbc87e4b5ce2fe28308fd9f2a7baf3&subsec=&id=fefe468f42e8a2872809f6f61a381061

FALTA DE TRANSPORTES NA ZONA DAS AREIAS – PROPOSTA DA CDU NA CMP


Gentilmente enviado pela Organização da Cidade do Porto do PCP

domingo, 15 de abril de 2007

MANIFESTAÇÃO 21 DE ABRIL DE 2007

Dia 21 de Abril o MUT-AMP pede a DEMISSÃO do Concelho de Administração da STCP com a entrega de uma petição no Governo Civil do Porto.

quarta-feira, 11 de abril de 2007

PRIMEIRO DE JANEIRO – STCP ALTEROU PERCURSO DA LINHA 904

A Sociedade dos Transportes Colectivos do Porto (STCP) voltou a efectuar alterações à Nova Rede, cuja implementação ficou concluída no início do ano.
Desta vez a mudança foi operada no percurso e término da linha 904 para descongestionar a Rua Cândido dos Reis.Em comunicado, a empresa esclarece que desde ontem a linha 904 passa a efectuar o trajecto Cordoaria - Coimbrões, via Ponte do Infante. “O objectivo desta medida é descongestionar a Rua Cândido dos Reis já servida pela linha 900 com destino à trindade, indo assim ao encontro da solicitação da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia”, pode ler-se.
A STCP salienta que a alteração implicou mudar-se o percurso entre o edifício da autarquia e o centro do Porto que passa agora a realizar-se pela Avenida da república até ao Jardim do Morro, atravessando a Ponte do Infante e seguindo pela Batalha, Aliados e Trindade até à Cordoaria, local onde termina o percurso desta linha.
Antes a carreira tinha o seu término no Campo 24 de Agosto, mas o novo percurso “permite agora a ligação directa à Cordoaria, possibilitando o rebatimento no metro em diversos pontos da Avenida da República, em Vila Nova de Gaia, e também na Trindade e nos Aliados, na cidade do Porto”, afiança a empresa. A frequência e o tempo total do percurso da linha 904 mantêm-se inalterados, assim como o tarifário.
A STCP diz estar a distribuir um folheto nos autocarros desta carreira, onde apresenta o novo percurso e as soluções de tarifário mais económicas.

Primeiro de Janeiro - E.V.

terça-feira, 13 de março de 2007

LINHA 600

Exmos. Srs


Eu, Maria Rosa Azevedo do Novo, utilizadora desta linha, venho por este meio manifestar o meu apreço pelo trabalho desenvolvido pelo Movimento dos Utentes de Transportes e ao mesmo tempo ser solidário com a vossa luta pois, eu que também sou um dos utentes da Linha 600 e que me sinto prejudicado na maneira como os horários desta carreira estão a ser elaborados, assim como o não cumprimento de horários, bem como o facto de andar este carro superlotado, tornando impossível entrar nele e ficar imenso tempo à espera de outro.


Dirijo-me ao Movimento para me solidarizar com todas as vossas iniciativas de informação e luta para bem dos Utentes do Serviço de Transportes Públicos, entre outras coisas, sei que até ao dia 15 de Março os S.T.C.P. ficaram de dar uma resposta às reclamações apresentadas pelo Movimento. Espero que dessa reunião saíam proposta dos S.T.C.P. que satisfaçam as reivindicações do movimento.


Sem mais qualquer assunto de momento, bem-haja pelo trabalho que têm feito
Subscrevo enviando os meus respeitosos cumprimentos.

sexta-feira, 9 de março de 2007

SEM ACESSO



Dia 16 iremos alertar para as dificuldades dos cidadãos portadores de deficiencias, com as barreiras arquitectónicas existentes incluindo no acesso aos transportes públicos.

quarta-feira, 7 de março de 2007

RESPOSTA AO REQUERIMENTO DO PCP NA AR - INDEMNIZAÇÃO COMPENSATÓRIA À STCP

Gentilmente enviado pelos Deputados da AR do PCP

JORNALISMO PORTO NET - UTENTES EXIGEM DEMISSÃO DA ADMINISTRAÇÃO DA STCP

"É a única solução", diz Carlos Pinto, do Movimento de Utentes, que promoveu uma vigília pouco participada contra a reestruturação da rede de transportes.
O Movimento de Utentes dos Transportes da Área Metropolitana do Porto (MUT-AMP) exige a demissão da administração da a Sociedade de Transportes Colectivos do Porto (STCP), face às alterações insignificantes ao novo modelo implementado pela empresa no início do ano. A única solução é a demissão da administração da STCP, porque as alterações são insignificantes e não nos convencem, afirmou ao JPN Carlos Pinto, do MUT-AMP, que esteve presente numa nova vigília de protesto na Avenida dos Aliados contra a reestruturação da rede de autocarros.
Carlos Pinto acusa ainda a STCP de andar a enganar os utentes com os pequenos reajustamentos que tem vindo a fazer, tentando que isto caía no esquecimento. As críticas estendem-se ainda ao ministro das Obras Públicas e dos Transportes, Mário Lino, por não se ter ainda pronunciado sobre a nova rede de transportes, apesar dos abaixo-assinados enviados pelo MUT-AMP.
O movimento está a elaborar um caderno reivindicativo que vai fazer chegar ao Ministério das Obras Públicas e dos Transportes, à administração da STCP e à Câmara do Porto.
Vigília pouco participada
Não eram mais de quinze os manifestantes que se deslocaram à Avenida dos Aliados depositar um vaso com flores em sinal de protesto pela arrogância do poder político. Os utentes queixam-se sobretudo da supressão ou da diminuição de algumas linhas que alteraram o seu quotidiano, assim como da necessidade de fazer mais transbordos, aumentando, desta forma, os custos das viagens.
É o caso de Maria de Araújo, que se sente muito prejudicada com a extinção das linhas entre Monte dos Burgos e a Maia e Matosinhos. Temos que apanhar dois autocarros e no transbordo ainda tenho que andar a pé uns bons 100 metros, lamenta a senhora, que se deslocou de propósito à Baixa para dar voz à luta.
Ainda a discreta manifestação não tinha começado, mas Guilherme Henriques já colocava o seu vaso do protesto. Vive em Vila Nova de Gaia, vem bastantes vezes ao Hospital de S. João, mas a vida ficou mais complicada com a diminuição da frequência de autocarros. E o metro? Para Guilherme Henriques é caro e não dá jeito.
O objectivo da STCP em potenciar a intermodalidade entre os transportes da cidade, nomeadamente o metro, não consegue satisfazer as necessidades de todos os clientes. A extensão é mínima e, além disso, existe uma grande percentagem de utentes que não se consegue adaptar ao metro, nomeadamente os idosos e os deficientes, porque algumas estações não têm boas condições de acessibilidade, explicou ao JPN Norberto Alves, coordenador do MUT-AMP.
http://jpn.icicom.up.pt/2007/03/07/utentes_exigem_demissao_da_administracao_da_stcp.html

HUMANIZAÇÃO DO ESPAÇO CENTRAL DA AV. DOS ALIADOS

Hoje, às 17h30, vamos colocar vasos de flores no pé da estátua dos "Meninos" na Av. dos Aliados como contributo para a humanização ambiental daquele espaço nobre da Cidade do Porto e como mensagem de desagrado pela insensibilidade da STCP em corresponder aos justos anseios da população por melhores e mais adequados transportes públicos.
O Movimento de Utentes dos Transportes da Área Metropolitana do Porto apela à participação e ao contributo de todos para que o objectivo seja conseguido.
Em anexo exemplares de bandeiras para serem espetadas nos vasos de flores com as mensagens do descontentamento da população.


terça-feira, 6 de março de 2007

JORNALISMO PORTO NET – PORTO: UTENTES DA STCP VOLTAM AOS PROTESTOS

Alteração ao modelo de transportes da STCP é motivo para novas acções de luta do Movimento de Utentes dos Transportes. Depois de algum tempo sem protestos contra as alterações na rede da Sociedade de Transportes Colectivos do Porto (STCP), o Movimento de Utentes dos Transportes da Área Metropolitana do Porto (MUT-AMP) agendou para esta semana duas acções de luta contra as mudanças implementadas a 1 de Janeiro. Para terça-feira, às 17h30, o MUT-AMP apelou à concentração dos portuenses na Avenida dos Aliados, onde será depositado um ramo de flores como protesto pelo transtorno causado aos utentes. Na quinta-feira, o movimento organiza uma acção de rua junto ao Teatro Rivoli para sensibilizar as entidades responsáveis para os problemas que os cidadãos deficientes têm de contornar para se deslocarem, que, diz o MUT-AMP, foram agudizados com as alterações feitas pela STCP. A nova rede levou ao "aumento de circulação de autocarros articulados, mais antigos, que ainda possuem degraus à entrada”, já que as rampas à porta dos autocarros só foram introduzidas há relativamente pouco tempo, exemplifica o coordenador do MUT, Norberto Alves. "Arrogância" do poder político A "extinção dos transbordos e o regresso das ligações directas” voltam a estar no centro dos protestos. A reestruturação da STCP, ao acabar com algumas ligações directas, “obriga os utentes a utilizar dois ou três autocarros para efectuar percursos que, anteriormente, só exigiam um veículo”. Por outro lado, os transbordos causam frequentemente atrasos aos utilizadores. Norberto Alves aponta outras queixas dos utentes: o facto de a STCP não ter avisado atempadamente os clientes do serviço de transportes, o que se reflectiu em alguma desorientação, bem como “a deslocação de algum mobiliário urbano, que fez com que muitas paragens ficassem em locais sujeitos a condições meteorológicas adversas”. O MUT-AMP acusa as entidades políticas de “arrogância” e de falta de diálogo com as populações. Argumenta ainda que cabia ao poder político pressionar a entrada em funções da Autoridade Metropolitana de Transportes do Porto antes da implementação da nova rede da STCP.

http://jpn.icicom.up.pt/2007/03/06/porto_utentes_da_stcp_voltam_aos_protestos.html

segunda-feira, 5 de março de 2007

VASO NOS MENINOS DA AV. DOS ALIADOS



Dia 7 de Março de 2007, pelas 17h30!


O MUT-AMP, vai promover uma vigília, contra o novo modelo da STCP. Numa acção simbólica apelamos a todos os Portuenses que junto a estatuta da "menina" na Av. Aliados depositem um vaso com flores em sinal de protestos pela arrogância do poder politico. Esta acção também vai contribuir para o não esquecimento da nossa saudosa Av. dos Aliados! Participe, contribua para o desenvolvimento do País!


quinta-feira, 22 de fevereiro de 2007

PRIMEIRO DE JANEIRO - MUT-MAIA PROMOVE VIGILIA

O Movimento de Utentes da Maia (MUTM) continua a sua luta pela reposição das antigas linhas da Sociedade de Transportes Colectivos do Porto (STCP). Ontem o movimento voltou à Rotunda do Lavrador, organizando uma vigilância a favor da retoma das linhas directas entre a Maia e o Porto. “Recuse o medo e a arrogância da STCP” foi o lema da acção que voltou a juntar naquele local diversos utentes, insatisfeitos com as consequências da introdução da nova rede da transportadora. A comissão de utentes maiatos é hoje recebida na Torre das Antas para uma reunião com a STCP.

http://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&sec=11c484ea9305ea4c7bb6b2e6d570d466&subsec=&id=0533b86119b2f6902b0f21721ac12a06

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2007

PRIMEIRO DE JANEIRO – DESFILE DE CARNAVAL

Enquanto as máscaras disfarçavam ontem, nos Aliados, o sorriso por falta, na festa de Carnaval portuense, do desfile do Entrudo, um outro desfile, improvisado, tomou conta do cenário. Um conjunto de protestantes contra a nova linha de transportes da STCP aproveitou o momento, para mais uma vez, dar voz às suas vontades. “Somos utentes, não clientes”, lia-se num dos cartazes levantados pelos protestantes, que desta vez, vestiram-se à época e com máscaras. “Como rei sou levado nesta besta”, anunciava outro cartaz.
André Dias, do movimento dos utentes de Rio Tinto, confessou que “foi mais uma iniciativa para mostrar a preocupação com o rumo da rede”.

Primeiro de Janeiro - José Freitas

http://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&sec=eccbc87e4b5ce2fe28308fd9f2a7baf3&subsec=&id=1283d9f907243586801695851776af9d

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2007

CURT - PROMOVE REFERENDO EM RIO TINTO


PRIMEIRO DE JANEIRO – AGENTE ÚNICO

Perto de dez utentes da Sociedade de Transportes Colectivos do Porto (STCP) bloquearam ontem ao final da tarde dois autocarros da linha 600 na Avenida dos Aliados. Apesar de serem poucos, os manifestantes só dispersaram com a intervenção de oito agentes da PSP.
Desta vez a acção de protesto dos representantes do Movimento de Utentes de Transportes da Área Metropolitana do Porto (MUT-AMP) foi mais original e passou por comprarem ao motorista um bilhete de viagem e pedirem o respectivo recibo. Como os motoristas não passam factura, duas viaturas ficaram bloqueadas durante 30 minutos e só retomaram serviço depois de intervenção policial. Uma seguiu viagem para a Maia, como o previsto, mas outra ficou fora de serviço porque entretanto terminou o turno do motorista.

“Se em todas as empresas de camionagem os motoristas passam recibo, por que motivo na STCP não temos essa possibilidade”, ouvia-se no meio da confusão e ainda antes de oito agentes da PSP aparecerem. Enquanto que uns apregoavam que “o que a STCP faz é fugir ao fisco”, outros passageiros ficaram visivelmente irritados e pediam para seguir viagem dado o atrasar da hora.

Na prática o que os manifestantes deviam fazer para obter factura era, como está escrito junto ao motorista, deslocarem-se com o bilhete a um posto da STCP. “Mas como é que sabem se comprei o bilhete ou se o encontrei no chão”, contra-argumentou Carlos Pinto, porta-voz do MUT-AMP.
Com a chegada de oito agentes da PSP, os motoristas e os utentes que pediam recibo foram identificados e foi pedido ao motorista para seguir viagem. A situação acabou por normalizar minutos depois, mas não sem antes haver uma troca azeda de palavras entre os presentes.

Maia “esquecida”Questionado por que motivo a acção de protesto foi concentrada na linha 600, que liga o Largo dos Lóios à Maia, Carlos Pinto explicou que é uma das que dentro da nova rede, que entrou em funcionamento a 1 de Janeiro, apresenta mais problemas aos utentes. Além de ser usada por muitos utentes para fazer transbordo, é agora a única que liga a Baixa ao concelho maiato. “Juntam-se tantos passageiros que muitas vezes os autocarros passam nas paragens e não podem abrir as portas de tão cheios que estão”, explicou Carlos Pinto, acrescentando ainda que a Comissão de Utentes da Maia foi a única que ainda não reuniu com a administração da STCP desde que a nova rede entrou em funcionamento.
A próxima acção do MUT-AMP realiza-se amanhã à noite na Junta de Freguesia do Bonfim com uma Assembleia Pública onde serão decididas novas formas de luta contra a actual rede. Com a supressão de 44 linhas e a criação de 30 novas, o MUT-AMP insiste que a população do Grande Porto foi prejudicada e reitera que o serviço público não está assegurado.

Primeiro de Janeiro - Ana Magalhães

http://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&sec=eccbc87e4b5ce2fe28308fd9f2a7baf3&subsec=&id=b466ef5a299a06576a1d3804cb793863

PUBLICO – AGENTE ÚNICO

Pedido de utentes não foi atendido
Motoristas da STCP identificados pela polícia por não passarem recibos
15.02.2007 - 08h06 Lusa Dois motoristas de autocarros da Sociedade de Transportes Colectivos do Porto (STCP) foram ontem identificados pela PSP por venderem bilhetes sem entregar os respectivos recibos. Em declarações à agência Lusa, Norberto Alves referiu que o Movimento de Utentes dos Transportes da Área Metropolitana do Porto (MUT-AMP) chamou a PSP depois de três utentes terem comprado bilhetes em dois autocarros sem que os motoristas tivessem passado os recibos exigidos.
"Um motorista comunicou com o chefe, que lhe disse que não há recibos", referiu Norberto Alves, salientando que os "bilhetes de agente único" não servem de recibo porque não têm número de contribuinte nem sequer o valor pago pela viagem.
Norberto Alves referiu que a acção promovida pelo movimento surge na sequência do apelo feito pelo ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, para que todos os contribuintes exijam recibo dos produtos e serviços que pagam, como forma de combater a fuga aos impostos. Os três utentes, também identificados pela PSP, pediram livro de reclamações, mas os motoristas disseram que não tinham, ainda de acordo com o dirigente do MUT-AMP, um movimento que tem contestado as alterações de percursos e horários de autocarros implementadas pela STCP a 1 de Janeiro.

sábado, 10 de fevereiro de 2007

ASSEMBLEIA PÚBLICA

Mais uma iniciativa coordenada pelo MUT-AMP, com a participação de vários Movimentos e Comissões Locais da Área Metropolitana do Porto aberta ao público.

Participa e mobiliza para este dever cívico.

terça-feira, 6 de fevereiro de 2007

ABRIGOS NAS PARAGENS DE AUTOCARRO – PROPOSTA DA CDU NA CMP


Agradecimentos ao PCP pelo envio dos documentos de discussão, por um serviço de transportes de qualidade, útil e acessível aos utentes.
Continuem assim.
Esperámos que outras forças politicas sejam sensíveis a estes problemas e façam justiça, exigindo que a voz dos principais técnicos dos transportes sejam ouvidos; OS CIDADÃOS.

sábado, 3 de fevereiro de 2007

PRIMEIRO DE JANEIRO - Rio Tinto questiona a vinda demorada do metro

Freguesia diz-se órfã do poder local
A deputada comunista Cristina Nogueira da Assembleia de Freguesia de Rio Tinto notou anteontem que “a contrução da linha do metro não consta do PIDDAC - Programa de Investimentos e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central - tendo o voto a favor do PCP, e votos contra do PS, PSD, CDS”, desconhecendo a posição do BE. Na assembleia extraordinária, o metro, a par da STCP, também foi alvo de discussão. António Garrido (PS) dirigiu duras críticas ao presidente do PSD cessante da Junta. “Como se percebe que o anterior executivo não tenha conseguido fazer que o metro cá chegasse, tendo o major Valentim Loureiro na Câmara e o partido PSD no Governo”, questionou o deputado, rematando que “sobre esse assunto pouco há a demandar deste executivo”. Para um dos três representantes na Assembleia do Movimento Independente de Rio Tinto a Concelho (RTC),António Silva, “toda esta lacuna na falta de transportes deve-se ao facto de Rio Tinto ser órfão do poder de uma Câmara”. Entretanto para João Moura, a “Junta não devia ter mexido nos transportes públicos sem que primeiro tivesse chegado o metro”. O presidente da Junta socialista nada disse sobre a questão da chegada do metro à freguesia. Restou a pergunta do bloquista Paulo Silva: “A Junta deveria averiguar o que está por detrás do atraso do metro até Rio Tinto”.

CDU APRESENTOU DUAS MOÇÕES EM ASSEMBLEIA DE FREGUESIA DE RIO TINTO

STCP até ao Parlamento
Os utentes de Rio Tinto não se conformam com as novidades introduzidas na rede de autocarros pela administração da STCP.
A CDU em assembleia de freguesia apresentou duas moções. Uma foi aprovada e prevê levar o caso até à AR. A segunda foi reprovada.
Primeiro de Janeiro - Joana Soares
A Assembleia de Freguesia de Rio Tinto esteve sobrelotada pelos utentes que discordam da nova aposta da STCP. André Dias, que encabeça a Comissão dos Utentes de Rio Tinto, lastimou que “a STCP pensou na nova rede há vários anos sem consultar os utentes”, classificando a campanha de divulgação promovida pela administração dos transportes públicos, “desastrosa, feita de um dia para o outro”. O momento foi propício à entrega de cerca de 1800 assinaturas dos utentes à Junta de Feguesia, na tentativa de resgatarem uma solução. Dias avançou ainda que depois de amanhã (dia 5) “há o compromisso da STCP de proceder à ligação directa ao Marquês sem transbordo”.
Marco Martins, autarca da freguesia, adiantou, por outro lado, que “a STCP se comprometeu não só a criar a carreira 809 e a aumentar as frequências, mas também, de resolver a ligação até ao Centro de Saúde e Parque Nascente até ao próximo dia 16”.
Até à Assembleia da República
“Este é um País onde os transportes públicos são tidos como despesa e não como investimento. Um País atrasado”, firmou Júlio Roldão, deputado da CDU. “Numa cidade europeia uma nova rede chegaria a toda a gente”, frisou. Estava dado o mote para a moção que os comunistas elaboraram para levar até à Assembleia da República (AR), ao presidente da Câmara de Gondomar, e seus vereadores. A moção dita que é necessário não só “criar carreiras sem qualquer transbordo dentro de Rio Tinto”, como também “carreiras para as populações que eram anteriormente servidas por linhas com ligação directa ao centro do Porto”, requerendo ainda “o aumento das frequências de autocarros, a passagem pelo Centro de Saúde”. O documento foi aprovado por unanimidade.
Linha interna em estudo pela FEUP Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto está a realizar um estudo, no sentido de averiguar as possibilidades da criação da linha interna de autocarros dentro da freguesia. “O custo para os utentes será quase zero”, salvaguardou Marco Martins, divulgando que serão “os privados que ajudarão a pagar o projecto através da publicidade”. Contudo, a deputada da CDU, Cristina Nogueira questiona “o que estará por detrás da proposta”, disse, avançando para a apresentação de uma segunda moção da CDU que previu deliberar por censura a proposta anunciada pela Junta de Freguesia. A moção foi reprovada por maioria.

segunda-feira, 29 de janeiro de 2007

JORNAL DE NOTICIAS – UTENTES DEVEM TER NO MÁXIMO UM TRANSBORDO

Há situações que não podem ser resolvidas através de interfaces. Numa deslocação casa-trabalho, temos que contar com todos os meios de deslocação, incluindo o percurso que se faz, a pé, entre a habitação e a paragem. Obrigar os utentes a fazer mais do que uma correspondência é de tal forma penalizador que é dissuasor da utilização dos transportes públicos. Às vezes, as empresas apostam nas correspondências porque têm os seu clientes cativos. Mas não se podem fazer redes com base em clientes cativos. No máximo, deve haver uma correspondência. Que deve ser eficaz. Por exemplo, o rebatimento na Senhora da Hora, onde o metro tem uma frequência elevada, é bom. Mas se o rebatimento for numa estação da CP, em que não há comboios com frequência, isso afasta as pessoas.
Jornal de Noticias

sexta-feira, 19 de janeiro de 2007

CARTA À EXMA. SRA. GOVERNADORA CIVIL DO PORTO - NOVA REDE DA STCP DE 1 DE JANEIRO DE 2007

JORNALISMO PORTO NET – STCP: MARCHA LENTA TRANSFORMADA EM "PASSEIO" DE PROTESTO

Governo Civil não autorizou "manifestação ilegal". Movimento de Utentes acusa governadora civil de "má fé".

O que estava previsto ser uma marcha lenta que ocupasse uma rodovia da Praça da Liberdade até ao Governo Civil do Porto tornou-se num "passeio" de protesto relativamente calmo se comparado com as últimas manifestações contra a nova rede da STCP.

Não terão sido mais de 150 pessoas a fazer o percurso a pé até ao Governo Civil, onde foi entregue uma carta à governadora Isabel Oneto, menos do que em protestos anteriores. No documento, assinado pelo Movimento de Utentes dos Transportes da Área Metropolitana do Porto (MUT), diz-se, porém, que o "descontentamento e a indignação não param de aumentar".
Em causa estão as alterações à rede da Sociedade de Transportes Colectivos do Porto (STCP), que, acusa o MUT, aumentou o número de transbordos e os tempos de espera, eliminou carreiras ao fim-de-semana, e fez dos habitantes nos concelhos vizinhos do Porto "cidadãos de segunda", já que suprimiu percursos directos até ao centro do Porto.

Três responsáveis do MUT foram identificados pela PSP. O Governo Civil não autorizou a marcha lenta porque não foram cumpridos o prazo fixado por lei (48 horas) para o pedido de realização do protesto. "Estou completamente disponível para o diálogo, mas não dou cobertura a manifestações ilegais", salientou a Isabel Oneto aos jornalistas.

Em resposta, os utentes fizeram antes um "passeio", que só saiu do passeio já na Rua Gonçalo Cristóvão, junto do Governo Civil. Carlos Pinto, da direcção do MUT, acusa a entidade de tomar partido e de "má fé" perante o "pequeno lapso" que originou o incumprimento dos prazos legais por parte do movimento.
O movimento volta a reunir com a administração da STCP na próxima segunda-feira e pondera fazer queixa ao Provedor de Justiça Europeu se o Executivo não tomar posição pública sobre a remodelação da rede de autocarros do Porto.

http://jpn.icicom.up.pt/2007/01/19/stcp_marcha_lenta_transformada_em_passeio_de_protesto.html

quinta-feira, 18 de janeiro de 2007

CURT - PROMOVE 3 CONCENTRAÇÕES EM RIO TINTO PARA O MESMO DIA






JORNALISMO PORTO NET - STCP: UTENTES MARCHAM ATÉ AO GOVERNO CIVIL

MUT vai entregar uma carta a pedir ao Governo que tome uma posição pública sobre a mudança na rede de autocarros.

Os utentes da Sociedade de Transportes Colectivos do Porto (STCP) voltam amanhã aos protestos para pedir ao Governo uma posição pública sobre a remodelação da rede de autocarros da cidade. A partir das 17h30, parte uma marcha lenta da Praça da Liberdade, no Porto, com destino ao Governo Civil.
O objectivo é "entregar, no Governo Civil, uma carta solicitando à senhora Governadora e ao Ministério das Obras Públicas que tomem uma posição pública relativamente à remodelação da STCP".

Em comunicado, o Movimento de Utentes dos Transportes da Área Metropolitana do Porto (MUT) recorda as razões dos protestos que têm agitado várias localidades do Grande Porto: "autocarros que já não servem determinadas comunidades, transbordos necessários onde não havia, longos tempos de espera nas paragens, falta de conforto das mesmas, autocarros sistematicamente lotados".
Em suma, "são muitos os utentes prejudicados por uma mudança brusca e feita nas costas dos visados". "Será este o transporte público de que a região necessita?", questiona o MUT.
Apesar das alterações já implementadas pela STCP, o movimento continua a exigir a suspensão total da nova rede de autocarros, em vigor desde 1 de Janeiro, que eliminou 44 linhas e criou outras 30.

sexta-feira, 12 de janeiro de 2007

JORNALISMO PORTO NET – STCP: NOVO PROTESTO OBRIGA À INTERVENÇÃO DA PSP

Utentes bloqueiam trânsito na Rua dos Clérigos. Movimento inflexível perante mudanças feitas pela empresa: "Dar um doce às pessoas não chega".
Quase duas semanas depois da entrada em vigor da última fase da nova rede da STCP, os protestos voltaram hoje a bloquear parte da Baixa do Porto em plena hora de ponta.
Eram 17h30 quando cerca de 150 pessoas cortaram o trânsito na Rua dos Clérigos. A acção de protesto obrigou à acção do Corpo de Intervenção da PSP que restabeleceria a circulação automóvel pelas 19h.
A Sociedade de Transportes Colectivos do Porto já procedeu a várias mudanças exigidas pelos utentes, mas para os contestatários é o tudo ou nada. As alterações limitaram-se a "minimizar os problemas", justificou o coordenador do Movimento de Utentes dos Transportes da Área Metropolitana do Porto (MUT-AMP), Norberto Alves. As críticas focam-se agora na questão dos transbordos.
"Dar um doce às pessoas não chega", disse Norberto Alves, lamentando a ausência de utentes do bairro da Pasteleira, para onde a STCP anunciou soluções para o serviço nocturno. Para o representante dos utentes, a táctica de repetidos protestos até que a rede anterior seja reposta não levará a uma perda de força do movimento.
Protestos surpresa
O objectivo é a suspensão total do novo modelo, que eliminou 44 linhas de autocarros e criou outras 30. O MUT-AMP admite avançar para a Comissão Europeia, depois de solicitações, infrutíferas até ao momento, às autarquias e ao Governo. Falta também saber se e quando a Assembleia da República vai discutir o assunto, depois de entregue uma petição com 6.500 assinaturas.
Norberto Alves avisou que os protestos vão passar a não ser avisados, para evitar que a STCP altere as rotas dos autocarros de forma a evitar bloqueios. Há já protestos anunciados para amanhã, em Rio Tinto, Maia e Lavra.

http://jpn.icicom.up.pt/2007/01/12/stcp_novo_protesto_obriga_a_intervencao_da_psp.html

CURT - MARCHA LENTA


MANIFESTAÇÃO NO LARGO DOS LOIOS


terça-feira, 9 de janeiro de 2007

JORNALISMO PORTO NET – STCP INTERVÉM EM "PONTOS CRÍTICOS"

Porto, Matosinhos, Maia, Valongo, Gondomar e Gaia com oferta reforçada.
A STCP anunciou ontem aumentos na oferta do serviço nos concelhos do Porto, Matosinhos, Maia, Valongo, Gondomar e Gaia. Apesar dos ajustamentos, a que somam outros já anunciados, os utentes não desistem dos protestos e agendaram já nova manifestação contra a nova rede de autocarros.
No Porto, a STCP diz, em comunicado emitido ao início da noite, terem sido encontradas "soluções para o serviço nocturno da zona da Pasteleira, para o serviço de fim de semana das linhas 300 e 301 e para a acessibilidade do Bairro de Santo Eugénio, todas a implementar a muito curto prazo".
Em Matosinhos, será ajustada a oferta na linha ZA/Lavra, e continuam a decorrer reuniões com as principais empresas localizadas junto à Via Norte, para "estudo de soluções específicas de reforço da sua acessibilidade".
Na Maia, será assegurada a cobertura de Ardegães e retomado o percurso anterior em Vila Nova da Telha. Falta definir ainda a solução para Vermoim, Rua do Cavaco.
No concelho de Valongo, ficou coberto, a partir de sábado passado, o serviço de fim de semana da linha 705, tendo sido definido também o serviço de fim de semana da linha 703 a Sonhos.
No concelho de Gondomar, será antecipado para as 5h30 o início da linha 803, a partir de 11 de Janeiro. Nessa mesma data, será alargado o horário da linha 806 para as 0h45m e reforçado o serviço da carreira. "Vão ainda ser verificados os tempos de percurso entre Rio Tinto e Bolhão, com a linha 55, e entre Rio Tinto e Fernão de Magalhães (Loja do Cidadão)".
Em Vila Nova de Gaia, "foi decidido reforçar o serviço a Vila d'Este na ponta da manhã, em resposta à procura expressiva que tem vindo a registar".
Foram ainda decididos "reforços de oferta" nos corredores do Amial, Monte dos Burgos e Fernão de Magalhães, no Porto, e na Avenida Afonso Henriques, anunciou a STCP.

JORNALISMO PORTO NET – UTENTES NÃO DESISTEM DA LUTA ATÉ QUE STCP REPONHA ANTIGA REDE

Movimento de utentes convoca nova manifestação para sexta-feira, apesar das alterações anunciadas pela empresa.

A luta dos utentes dos autocarros do Grande Porto não deve terminar tão cedo, mesmo depois da Sociedade de Transportes Colectivos do Porto ter anunciado, ontem à noite, mudanças nas carreiras e reforços da oferta em seis concelhos. Sexta-feira, às 17h30, há nova manifestação, desta vez no Largo dos Lóios, perto dos Clérigos, no Porto.

Os movimentos locais de utentes reuniram ontem para decidir a atitude a tomar depois da audiência infrutífera com a administração da STCP. Hoje, em conferência de imprensa no Largo dos Lóios, anunciaram a próxima manifestação e prometeram que as "acções de protesto vão continuar" até que a actual rede seja suspensa. E admitem avançar para instâncias europeias em defesa do "transporte público de passageiros".

"O modelo não foi bem planeado. Não houve a preocupação de ouvir a parte mais importante do processo – os utentes", criticou Norberto Alves, coordenador do Movimento de Utentes dos Transportes da Área Metropolitana do Porto (MUT-AMP).

Os ajustamentos que a STCP tem vindo a implementar são uma mera forma de "minimizar os problemas", denunciou o membro do movimento, que considera que o aumento do número de transbordos em muitos percursos não foi ainda corrigido.

Já foi entregue na Assembleia da República um abaixo-assinado com 6.500 assinaturas. As petições são apreciadas em Plenário no Parlamento sempre que sejam subscritas por mais de 4.000 cidadãos. "A luta também passa por exigir que o Governo se pronuncie junto da opinião público [sobre o assunto]", referiu Norberto Alves, em consonância com o que o PCP também defende.

O MUT-AMP queixa-se de que a nova rede, que eliminou 44 linhas de autocarros e criou outras 30, prejudica a maioria dos utentes, por ser menos abrangente, implicar um maior número de transbordos para um mesmo percurso (o que aumenta o tempo de espera), ter reduzido o número de carreiras e a frequência dos autocarros e suprimido várias linhas ao fins-de-semana.
Dizem ainda que a campanha pública de informação sobre a nova rede foi "desastrosa", já que começou apenas na segunda quinzena de Dezembro.

http://jpn.icicom.up.pt/2007/01/09/utentes_nao_desistem_da_luta_ate_que_stcp_reponha_antiga_rede.html

STCP: DO SERVIÇO PÚBLICO À FALTA DE SERVIÇO



segunda-feira, 8 de janeiro de 2007

MUSP - COMUNICADO DO GRUPO PERMANENTE


JORNALISMO PORTO NET – PCP: GOVERNO NÃO PODE IGNORAR PROBLEMAS NA NOVA REDE DA STCP

PS e BE confiantes na resolução dos problemas, após reunião com empresa. Dia fica marcado por protestos em Leça do Balio.

O PCP quer que o Governo intervenha para corrigir o que considera ser a "clara e acentuada degradação" do serviço prestado pela Sociedade de Transportes Colectivos do Porto (STCP).
O deputado comunista Honório Novo vai reunir na próxima segunda-feira com a administração da empresa, depois de ter ouvido, hoje, as reivindicações do Movimento de Utentes dos Transportes da Área Metropolitana do Porto (MUT-AMP).

"O Governo não pode assobiar para o ar e atirar a resposta para o Conselho de Administração [da STCP]", afirmou Honório Novo ao JPN, depois da reunião com o movimento.
O deputado eleito pelo círculo do Porto e vereador na Câmara de Matosinhos viu "sem surpresa" os vários protestos da população contra a implementação da fase final da Nova Rede, em vigor desde 1 de Janeiro.

A diminuição da frequência em muitos trajectos aliada ao aumento do número de transbordos levou a um aumento do tempo em 50% gasto em transportes, denuncia.
Se se somar a isso, a redução das carreiras aos fins-de-semana, está-se perante, no entender do comunista, a uma mudança "inaceitável" e "economicista" numa empresa de serviço público. Problemas "evidentes" e "notórios" que devem ser resolvidos imediatamente, sem esperar pelo fim do período experimental de seis meses estabelecido pela STCP.
Para Honório Novo, os ajustes em alguns pontos da rede já anunciados pela STCP são meras "declarações de intenção". "Não nos tranquilizam", afirma. "Queremos compromissos e decisões rápidas para que sejam resolvidos muitos dos problemas da nova rede".

PS e BE confiantes
Delegações do Partido Socialista e do Bloco de Esquerda (BE) reuniram hoje com a administração da STCP. "Encontrei uma administração receptiva a sugestões e muito empenhada em resolver os problemas", afirmou o deputado socialista Fernando Jesus à Lusa. "Muitas das reivindicações dos utentes estão a ser tratadas e algumas até já foram resolvidas".
Já Alda Macedo, deputada do BE, disse à Lusa que a nova rede tem "falhas graves que é necessário corrigir", mas frisou que a administração da empresa "manifestou abertura para promover acertos nas linhas [de autocarros] com mais problemas".

Protesto em Leça do Balio
Os protestos voltaram hoje às ruas do Grande Porto. Em Leça do Balio, Matosinhos, dezenas de populares bloquearam esta tarde a passagem de um autocarro da STCP, segundo contou à Lusa fonte no local. O protesto obrigou ao corte do trânsito na Rua dos Bombeiros Voluntários.
Na origem da acção está a alteração de percurso de uma linha de autocarros, que agora termina em Araújo, deixando de seguir até à Maia, como acontecia na anterior rede. De acordo com a mesma fonte, a nova linha já não serve o cemitério e o Centro de Saúde de Leça do Balio.
Os movimentos locais de utentes reúnem hoje para decidir a atitude a tomar depois da audiência infrutífera com a administração da STCP. As decisões serão anunciadas em conferência de imprensa, amanhã, no Porto.

http://jpn.icicom.up.pt/2007/01/08/pcp_governo_nao_pode_ignorar_problemas_na_nova_rede_da_stcp.html_rede_da_stcp.html

sexta-feira, 5 de janeiro de 2007

PCP SAÚDA A LUTA DOS UTENTES DA STCP E DENUNCIA AS CONSEQUÊNCIAS ANTI-SOCIAIS DO ACTUAL PROCESSO DE REESTRUTURAÇÃO DA REDE DE TRANSPORTES NA AMP


Gentilmente enviado pela Organização Regional do Porto do PCP.

JORNALISMO PORTO NET – UTENTES DOS STCP PREPARAM NOVAS FORMAS DE LUTA

Movimento de Utentes promete novos protestos para o fim-de-semana e quer conhecer posição dos partidos com assento parlamentar.
Depois das fortes manifestações de ontem (o quarto dia consecutivo de protestos), que bloquearam o trânsito na Avenida dos Aliados (na foto), na Pasteleira e na Maia, e da reunião inconclusiva com a administração da STCP, os utentes dos transportes do Porto preparam novas formas de luta.
O dia de hoje é para balanço e "troca de impressões", depois da Sociedade de Transportes Colectivos do Porto ter dito ontem ao Movimento de Utentes dos Transportes da Área Metropolitana do Porto (MUT-AMP) que o conceito global da nova rede é para manter, admitindo apenas alguns ajustes.
Por isso, o MUT-AMP apela a que não haja manifestações durante o dia de hoje. Mas os protestos devem regressar amanhã e domingo, afirmou ao JPN, Carlos Pinto, do movimento.
O membro do MUT-AMP reitera a exigência da suspensão total da nova rede, que entrou em vigor a 1 de Janeiro, até que entre em funções a Autoridade Metropolitana de Transportes da região. Os utentes queixam-se de demorarem mais tempo a chegar aos seus destinos e de terem de fazer mais transbordos.
O abaixo-assinado que o MUT-AMP quer levar à Assembleia da República conta com cerca de 7 mil assinaturas, segundo Carlos Pinto. O documento poderá ser entregue aquando da próxima reunião com a STCP, dentro de um mês.
O movimento quer conhecer a posição dos partidos com assento parlamentar sobre o assunto na próxima semana e está, por isso, envolvido numa ronda de contactos.
Na próxima segunda-feira, os vários movimentos de utentes locais dos transportes da área metropolitana do Porto vão reunir para traçar novas formas de luta, que serão apresentadas terça-feira.

quinta-feira, 4 de janeiro de 2007

JORNALISMO PORTO NET – CENTENAS PARALISAM ALIADOS CONTRA MUDANÇAS NA REDE DA STCP

Utentes prometem novos protestos se a actual rede não for suspensa até à entrada em funcionamento da Autoridade Metropolitana de Transportes.
Centenas de pessoas forçaram o corte do trânsito em quase toda a Avenida dos Aliados num novo protesto para exigir a suspensão a nova rede da STCP. Três autocarros foram impedidos de circular nos semáforos junto ao edifício da Caixa Geral de Depósitos por muitos populares, que gritavam e empunhavam cartazes contra a diminuição da frequência e do número de autocarros.
A manifestação começou às 17h e terminou pelas 18h30, com os representantes do Movimento de Utentes dos Transportes da Área Metropolitana do Porto (MUT-AMP) a dirigirem-se à sede da Sociedade de Transportes Colectivos do Porto para uma reunião com a administração.
A agência Lusa conta que houve também outros protestos em diferentes pontos da zona da Pasteleira, com 100 pessoas a bloquear a passagem de quatro autocarros.
Nos Aliados, o protesto chegou a sair do controlo da polícia durante alguns minutos, logo no início da acção. Dezenas de pessoas ocuparam uma das vias da avenida, dificultando a passagem dos carros.
"Novas manifestações"
Apesar da empresa admitir "eventuais alterações" na rede, que entrou em funcionamento a 1 de Janeiro, Norberto Alves, da direcção do movimento, anunciou "novas manifestações" se a anterior configuração das linhas e horários não for resposta.
Também Carlos Pinto afirmou ao JPN partir para a reunião com a STCP "sem grandes esperanças". "Há que ouvir primeiro a rua. Os utilizadores não são clientes", defendeu o membro do MUT-AMP.
Para Norberto Alves, a mudança na rede foi feita "à pressa" e devia ter esperado pela entrada em funcionamento da Autoridade Metropolitana de Transportes da região. "Se não, não faz sentido esse organismo entrar em funções", apontou, apelando à empresa e ao Governo que dialoguem com os utentes.
O reforço do número de autocarros em quatro linhas (600, 905, 402 e 305) em que se registaram situações de falta de capacidade é apenas um "processo cosmético", criticou.
Entre os muitos idosos presentes na manifestação, António Bessa, 67 anos, morador no Carvalhido, disse estar "totalmente" solidário com o protesto. "As pessoas estão perturbadas e o resultado é este", observou ao JPN.
Leonor Poças, 35 anos, queixou-se de demorar duas horas e apanhar dois autocarros para fazer o percurso entre casa, na Maia, e o trabalho, em Gaia. Com a rede anterior, demorava metade do tempo e apanhava apenas um autocarro.

JORNALISMO PORTO NET – STCP REFORÇA QUATRO LINHAS DEPOIS DOS PROTESTOS

Movimento de utentes reúne com administração da STCP, mas mantém manifestação marcada para a Avenida dos Aliados. Depois de vários protestos dos utentes contra as mudanças nas linhas dos autocarros do Porto, a STCP reforça a partir de hoje o número de autocarros em quatro linhas em que se registaram "situações de falta de capacidade": 600, 905, 402 e 305. Para hoje, às 17h, está marcada uma manifestação na Avenida dos Aliados contra a Nova Rede da STCP. Serão tomadas medidas que permitirão "ultrapassar os problemas identificados, aumentando a frequência, alargando os horários de ponta (em que a oferta é mais intensa) ou colocando em serviço autocarros articulados", afirmou a Sociedade de Transportes Colectivos do Porto (STCP) em comunicado emitido ao início da noite de ontem. A empresa garante ainda que "poderá fazer entrar em circulação veículos adicionais nas situações que o Centro de Controlo, na contínua observação da situação em tempo real, considere críticas". Os utentes queixam-se da diminuição da frequência e do número de autocarros e da necessidade de fazer mais transbordos. Durante este mês, a STCP admite ajustar a Nova Rede, "mantendo o clima de diálogo com todos os representantes locais", mas recusa "qualquer tomada precipitada de decisões, fundamentada apenas em comportamentos de alarme, tantas vezes sem fundamento". A administração da STCP reúne hoje, às 19h, com o Movimento de Utentes dos Transportes da Área Metropolitana do Porto (MUTAMP) para analisar eventuais alterações na rede, que entrou em funcionamento no primeiro dia do ano. Apesar disso, duas horas mais cedo o movimento organiza um protesto na Avenida dos Aliados. O MUTAMP vai entregar na Assembleia da República um abaixo-assinado, que contava ontem ao final da tarde com seis mil assinaturas, onde se exige a suspensão da nova rede.
http://jpn.icicom.up.pt/2007/01/04/stcp_reforca_quatro_linhas_depois_dos_protestos.html

quarta-feira, 6 de dezembro de 2006

JORNALISMO PORTO NET – PORTO: UTENTES CRITICAM POLÍTICAS DE TRANSPORTES

Movimento de Utentes de Transportes da Área Metropolitana critica política de preços da Metro e reestruturação da rede da STCP.
O Movimento de Utentes dos Transportes da Área Metropolitana do Porto (MUT-AMP) critica a política de preços da Metro do Porto e o que considera ser a escassa intermodalidade praticada pela STCP. O movimento convocou para hoje, às 21h30, um debate subordinado ao tema "Que reestruturação para a STCP?", na Junta Freguesia do Bonfim.
O debate servirá para discutir temas relacionados com a política de transportes no Porto, que tem sido criticada pelo MUT- AMP. Segundo Norberto Alves, membro do movimento e moderador da mesa durante o debate, a STCP não está a acompanhar a política de intermodalidade iniciada pela Metro.
"A intermodalidade tem como objectivo que o utilizador do transporte público possa usufruir desse serviço em todas as empresas com o mesmo custo. É este o nosso conceito de uma tarifa justa socialmente", explica. O MUT-AMP considera elevados os preços do metro e receia aumentos.
Durante o debate, o movimento vai comparar as situações das áreas metropolitanas de Porto e Lisboa. Na capital, aponta Norberto Alves, o "conceito de intermodalidade existe com preços muito mais acessíveis".
"Em Lisboa o sistema funciona através de coroas, e não de zonas, como no Porto. Vamos tentar implementar o modelo de Lisboa no Porto. A primeira coroa é a cidade toda de Lisboa, onde se pode circular de um lado para o outro, em qualquer transporte, sem estar preocupado se é a zona A ou B".
Mudança na rede da STCP "executada à pressa"
A principal medida a ser proposta no debate será um maior faseamento das alterações na STCP, que serão implementadas a 1 de Janeiro. "A medida essencial é que esta reestruturação seja ponderada, pois ela está a ser executada à pressa. Numa questão de 30 ou 60 dias, estão a tentar que as pessoas mudem a sua forma de viajar", critica.
A partir de 2007, várias linhas serão fechadas, algumas delas muito movimentadas, como a 78, facto que merece a crítica do MUT-AMP. "É muito mau. Desejávamos ser ouvidos. Por causa do sistema intermodal estão a ser suprimidas algumas linhas para afunilar a rede de autocarros com o metro. Quem usa essas linhas vai sair lesado, porque há linhas que são um bem essencial para as pessoas e que não são abrangidas pelo metro", diz Norberto Alves.
Apesar de o debate ser sobre a STCP, não haverá nenhum representante desta empresa, já que o MUT-AMP pretendia ter apenas oradores das comissões de utentes.
A redução dos preços para estudantes e reformados é também considerado prioritária pelo movimento.

http://jpn.icicom.up.pt/2006/12/06/porto_utentes_criticam_politicas_de_transportes.html

quinta-feira, 30 de novembro de 2006

JORNALISMO PORTO NET - REDE DA STCP SOFRE GRANDES MUDANÇAS EM JANEIRO

STCP reduz número de linhas e aposta na complementaridade com o metro. Linhas passam a ter três dígitos.
A partir de 1 Janeiro de 2007, a rede da STCP vai sofrer profundas alterações, que passam pela redução das actuais 82 linhas para 58. A terceira e última fase da Nova Rede de transportes pretende "racionalizar" o sistema, eliminando sobreposições com o metro. Linhas mais curtas, flexíveis e com horários mais regulares e a integração de todas as linhas no tarifário Andante são as novidades.
A sobreposição com a cobertura do metro foi o principal critério nas mudanças, que trazem uma nova "filosofia": "percursos mais curtos e flexíveis e possibilidade de compatibilização com outros meios de transporte", enunciou hoje a presidente do Conselho de Administração da STCP, Fernanda Meneses, na apresentação da Nova Rede.
Os responsáveis da empresa admitiram que há linhas muito utilizadas, como a 21 (Castelo do Queijo-S. Roque) e a 78 (Hospital de S. João-Castelo do Queijo), que desaparecem. Os itinerários que as substituem obrigarão a mais transbordos, mas a STCP garante que os tempos dos percursos vão ser reduzidos, muito graças à intermodalidade com o metro.
A reorganização da rede é também uma resposta à redução da procura dos serviços da empresa, que baixou 13% nos últimos anos devido ao crescimento do transporte automóvel e o surgimento do metro. Durante o primeiro semestre do próximo ano, serão testados os efeitos das mudanças e equacionados eventuais ajustamentos.
Três dígitos
As linhas passam a ter três dígitos para facilitar a compreensão sobre o seu destino. O primeiro dígito designa a área geográfica de um dos términos (as linhas 900, por exemplo, terminam em Gaia). Mantêm-se algumas linhas com dois dígitos por serem operadas por empresas privadas ao serviço da STCP ou razões históricas.
No desenho da nova rede, foi definido um quadrilátero central composto por Boavista, Marquês, Baixa, Campo 24 de Agosto, pontos de fácil interface com outras linhas ou transportes, e um outro mais largo para as linhas mais suburbanas da periferia norte, que inclui o Hospital de S. João.
A STCP contactou, durante o mês de Novembro, os presidentes de câmara e juntas de freguesia para proceder às mudanças. O diálogo com as autarquias permitiu ainda a criação de seis linhas especiais não rentáveis à STCP.
Haverá três novas linhas Z (Francelos, Angeiras e Lordelo), caracterizadas por serem curtas, muito localizadas e permitirem ligar os habitantes de zonas com baixa procura de transportes à restante rede.
Até 20 de Janeiro, a Linha Azul (808 200 166) será reforçada. A campanha de divulgação motivou ainda o primeiro "spot" televisivo da STCP. Até ao fim da próxima semana será possível consultar a nova rede no "site" Itinerarium.

http://jpn.icicom.up.pt/2006/11/30/rede_da_stcp_sofre_grandes_mudancas_em_janeiro.html

sexta-feira, 30 de junho de 2006

JORNAL DE NOTICIAS – DESCONTO NOS PASSES ANUNCIADOS PELA METRO NÃO SÃO PRATICADOS

Não há descontos para ninguém. O tarifário social do andante, cuja entrada em vigor a Metro do Porto anunciou para o início do mês, ainda não está à disposição dos utentes. E, segundo as informações recolhidas junto de lojas Andante, não há qualquer prazo para crianças, estudantes, idosos e reformados passarem a ter direito aos prometidos descontos.
Apesar de, há dias, ter sido publicado, na Imprensa, um anúncio com as novas condições de utilização do andante, integrando, precisamente, os descontos - 25% para crianças (dos quatro aos 12 anos) e estudantes (até aos 25 anos); 47% para idosos e reformados. E sublinhando que essas condições de utilização estavam em vigor desde o dia 15 de Junho.
No entanto, ontem, 29 de Junho, a resposta obtida nas lojas Andante instaladas em duas das principais estações da rede de Metro (Trindade e Campanhã), foi elucidativa "Os descontos ainda não estão em vigor e não há prazo para que isso aconteça".
Muitos utentes receberam a mesma resposta, o que causou natural insatisfação.
O JN contactou a Transportes Intermodais do Porto (TIP), mas o administrador-delegado da empresa, Coutinho dos Santos, não esteve disponível para esclarecer o que tem motivado os sucessivos atrasos no tarifário social. Dessa forma, continua por saber, também, qual a data para a efectiva entrada em vigor dos preços sociais.
Os descontos vão repercutir-se nos passes (assinaturas mensais) e não nos bilhetes ocasionais. Recorde-se que o sistema andante (usado no metro e em alguns serviços da CP e da STCP) motivou muitas críticas da parte de utentes, que consideram os preços muito elevados. E, ao contrário do que acontece noutros tarifários de transportes públicos, não tem qualquer componente social. Situação que, afinal, e ao contrário do que foi dito pelos responsáveis, manter-se-á por mais algum tempo.

Jornal de Notícias 30 de Junho de 2006 - Hugo Silva