quarta-feira, 25 de julho de 2007

terça-feira, 24 de julho de 2007

MUT-AMP VAI PROSSEGUIR AS SUAS ACÇÕES INDIFERENTE AOS CONSTRANGIMENTOS DOS INCUMPRIDORES DA LEI E DA CONSTITUIÇÃO



REUNIÃO COM O GRUPO PARLAMENTAR DO PCP

Hoje, pelas 19:30 fomos recebidos na Sede Regional do Porto do PCP - Avª da Boavista, pelo deputado Jorge Machado e por Belmiro Magalhães da Organização da Cidade do Porto.
Relatámos alguns aspectos do buraco da "Nova Rede" da STCP, da Metro do Porto e Transportes Privados.
Estas situações não eram novidade nenhuma para o Deputado Jorge Machado, muito menos do Responsável da Organização da Cidade do Porto.
Tendo o MUT-AMP sido informado que várias declarações foram apresentadas nas Assembleias Municipais, de Freguesia bem como na Assembleia da Republica com alguns reparos às declarações da Srª Secretária de Estado dos Transportes bem como ao Governo
O trabalho desenvolvido pelo MUT-AMP foi verdadeiramente valorizado, pela forte capacidade de envolver os cidadãos na participação e discussão do direito à mobilidade, com qualidade e com um custo socialmente suportável.
Na proxima 5ª Feira o MUT-AMP vai reunir com o Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda na Sede do Distrito do Porto na Rua da Torrinha

domingo, 22 de julho de 2007

JORNAL DE NOTICIAS – CIDADÃOS GRITAM A UMA NOVA VOZ

Cidadãos gritam a uma nova voz


Caiu o cavaquismo ao som de um buzinão? Os cidadãos tornam as estradas mais seguras? Ganham-se em protestos de rua os autocarros perdidos e os apeadeiros desactivados? Mais do que responder a perguntas destas, gostaríamos de ver esclarecida outra dúvida, a de saber se o crescendo do número de movimentos de cidadania, facilmente inteligível, pode significar mudança de atitudes ou, até, maior permeabilidade do sistema político a protagonistas de origens alternativas. Há pistas, faltam certezas.

Tomemos o exemplo de Manuel João Ramos, antropólogo que ganhou visibilidade na Associação de Cidadãos Auto-Mobilizados (ACA-M, ver peça na página 4), recentemente eleito vereador da Câmara de Lisboa. Ele mesmo nega haver uma relação causa-efeito, dizendo ter ido "a reboque" da notoriedade de Helena Roseta. Pela experiência, pensa que o sistema pouco mudará "Temo que os partidos não tenham aprendido nem aprendam com este acto eleitoral, prevalecendo a lógica dos 'jobs for the boys' e do jogo político interpartidário".

Não nos adientemos, concentrando-nos, para já, na natureza do fenómeno. Movidos pela proximidade dos problemas, os cidadãos agem por conta própria, criando, quase por tudo e por nada, "comissões de utentes", "associações de utilizadores" e toda a sorte de agrupamentos, mais ou menos espontâneos, mais ou menos organizados, amiúde sem enquadramento legal.

O sociólogo Alcides Monteiro, docente da Universidade da Beira Interior e investigador do associativismo, encara o fenómeno (pouco estudado e ausente das estatísticas) como um "mecanismo de substituição", que tem de ser encarado em relação com a "diminuição das filiações tradicionais, por exemplo em sindicatos ou em partidos". É nítido, porém, que é a circunstância de estes movimentos surgirem em torno de "causas concretas" que permite "uma identificação mais clara, rápida e pragmática" das pessoas.

A passagem de membros deste tipo de movimentos a outro tipo de associações, ou até partidos, não é, fenomenologicamente, uma surpresa. Como nota Alcides Monteiro, "o trânsito de umas para as outras sempre existiu" e, ainda, "quem participa nestas contestações acaba por alimentar o espírito crítico". Também não é novo o aproveitamento que pode ser feito por grupos políticos tradicionais. Historicamente, podemos referir a forma como o PCP se infiltrou em estruturas corporativas como os sindicatos nacionais, no estertor do Estado Novo, e o sociólogo lembra que "todas as organizações são sempre organizações de interesses", se bem que, para uma mesma causa, se assista à "mobilização de pessoas com as mais variadas pertenças".

Mas estará neste aparente crescendo de cidadania um alfobre das estruturas partidárias do futuro? José Pacheco Pereira, político marginal na medida em que se distancia discursivamente da unicidade partidária, viu a abstenção nas "intercalares" lisboetas como um alerta. "Não é só contra o Governo, é também contra o sistema político-partidário, mas é um voto de protesto. Claríssimo", escreveu, no blogue "Abrupto". Já Manuel João Ramos, o "outsider", não crê que os resultados das listas "independentes" signifiquem mudança "Há um esforço de adaptação dos partidos, no sentido de cooptar independentes e movimentos, mas há pouca cedência a uma maior participação".

As organizações cívicas, entende Manuel João Ramos, movem-se e mover-se-ão em águas profundas, pouco escrutinadas pelos jornalistas que fazem política "Os partidos alimentam-se da Comunicação Social, e a Comunicação Social alimenta-se dos partidos", diz, caracterizando os partidos como "fábricas de emprego" em que impera "total ausência de imaginação": "Todos têm uma cassete, até o Bloco de Esquerda. Os partidos foram armadilhados pela aceitação acrítica da ideia europeia".

Pedro Olavo Simoes / Pedro Correia - JN

http://jn.sapo.pt/2007/07/22/tema_de_domingo/cidadaos_gritam_a_nova_voz.html

PRÓXIMAS REUNIÕES DO MUT-AMP

O MUT-AMP, tem agendado para 2ª e 3ª feira, reuniões com os Grupos Parlamentares do Bloco de Esquerda e do Partido Comunista Português, e para Setembro com o Grupo Parlamentar "Os Verdes".
Contámos reunir com os restantes Grupos Parlamentares que ainda não deram resposta ao nosso pedido de reunião, estas reuniões são necessárias pelo facto de que todos eles devem por principio estar junto daqueles que os elegeram para os cargos políticos que ocupam.
Estamos também disponíveis para reunir com os restantes Partidos Políticos e Movimentos Cívicos Independentes, porque entendemos que assim todos poderão ter uma melhor noção da realidade e da grave penalização aos utentes dos transportes da Área Metropolitana do Porto.
O nosso objectivo é envolver o maior numero de cidadãos nesta necessidade de devolver o serviço de transporte público de acordo com a realidade e necessidade dos cidadãos.
Estamos a discutir a qualidade de vida que foi retirada aos Utentes (Trabalhadores ou Desempregados, Comerciantes, Estudantes, Reformados, com Saúde ou não, todos e mais alguns, menos os Senhores Administradores da STCP que viram as suas remunerações aumentadas em Alta)
Por isso está na hora de tornar esta luta numa só voz e que se ouça bem alto a palavra dos cidadãos.
Queremos transportes públicos de qualidade!!!

sábado, 21 de julho de 2007

JORNAL DE NOTICIAS – CLIENTES E COMERCIANTES JUNTOS PELO REGRESSO DO 79

Clientes e comerciantes juntos pelo regresso do 79


Uma manifestação conjunta de comerciantes, clientes e moradores da Rua de Costa Cabral, no Porto, exigiu o regresso do autocarro 79, cuja alteração de percurso dizem estar a matar o comércio. A marcha, com início na Praça do Marquês do Pombal e fim no cruzamento com a Avenida dos Combatentes, foi acompanhada por três carros-patrulha e uma carrinha do Corpo de intervenção da PSP, que identificou alguns dos organizadores. Rotina que decorre da lei, segundo a Polícia. A organização diz que não é só isso."O Governo Civil disse que não recebeu o fax a pedir a autorização", contou a Associação de Comerciantes do Porto (ACP). A segunda via solicitada não terá cumprido o prazo. "A senhora governadora civil já tem autorizado manifestações com 14 horas de antecedência", revelou Laura Rodrigues, presidente da ACP. "O que está em causa é mais importante do que isso e se for constituída arguida, será por uma boa causa", disse.
Considerando que o protesto "não foi ilegal", prometeu nova manifestação, que será solicitada por carta registada e com oito dias de antecedência, para daqui a duas semanas. Uma proposta consagrada no manifesto aprovado pelas dezenas de manifestantes. O documento "repudia a alteração do percurso", feito pelo actual 204, e "exige à STCP a reposição da antiga linha 79", a que "melhor serve as necessidades dos utentes".Exigências que podem ter eco junto da STCP.
"Há abertura para resolver o problema da ligação de Álvaro Castelões ao Marquês", que iria recuperar uma parte do trajecto do 79, disse Luís Miguel Seabra. O presidente da Junta de Paranhos mostrou um fax que a directora da STCP enviou, ontem à tarde, a prometer uma avaliação da "nova rede", até ao fim do mês, quando concluir a avaliação semestral.
Um balanço em falta, segundo Carlos Pinto, do Movimento de Utentes dos Transportes da Área Metropolitana do Porto. "Esta manifestação mostra que o descontentamento é elevado, maior que 20% de utentes insatisfeitos de que fala a STCP", disse. "O serviço público que está em causa", vincou.
"Querem é acabar com isto", protestou Joaquim Ferreira, ex-funcionário da STCP.
"Se fizerem uma estatística, percebem que o 79 é viável", acrescentou. Segundo Luís Almeida, da Comissão organizadora, já fecharam cinco estabelecimentos desde o fim do 79.
"Esta é a primeira de muitas manifestações, porque há muito a fazer em Costa Cabral", disse.

Augusto Correia / Pedro Correia - JN

http://jn.sapo.pt/2007/07/21/porto/clientes_e_comerciantes_juntos_pelo_.html

PRIMEIRO DE JANEIRO – COMERCIANTES DA RUA COSTA DE CABRAL REIVINDICAM A REPOSIÇÃO DO 79

Uma questão de bom senso
Autarca, padre, comerciantes e utentes manifestaram-se ontem em defesa do regresso da linha 79 à zona de Costa Cabral. Todos se queixam que a zona perderá vida com o fim da passagem daquela linha de transporte público.
David Furtado
Os comerciantes de Costa Cabral manifestaram-se ontem contra o fim da carreira 79. O protesto reuniu mais de uma centena de pessoas, o presidente da junta, o padre da igreja de Paranhos, e o Movimento de Utentes do Transportes Colectivos do Porto (MUT-AMP). Os comerciantes defendem a reposição da antiga carreira, num pequeno percurso de 700 metros, pela rua de Bolama, Costa Cabral, descendo a Constituição e virando para Faria Guimarães. Carlos Pinto, do MUT-AMP, comentou que a manifestação “veio na sequência de muitas que têm sido realizadas no Porto, em Gondomar e na Maia. O objectivo é sobretudo a reposição do 79, tendo em conta que a STCP cortou muitas carreiras nesta zona. Acusamos a STCP de estar a ‘matar’ o comércio tradicional e de não cumprir o dito serviço público e social”.Jaime Fernandes, da Comissão de Comerciantes da Rua Costa Cabral, trabalha no local há 52 anos. Na sua opinião, o grande problema é o facto de os comerciantes estarem a enfrentar “uma queda de negócio para cima de 50 por cento”. Já há lojas fechadasNas palavras do comerciante, “já há casas fechadas na rua, que não têm hipótese de sobreviver. Os empregados correm o risco de ir para a rua, ficando só os patrões”. Jaime Fernandes classifica a situação de “assustadora”. Os comerciantes afirmam que nunca mais tiveram o movimento de outrora. “É uma dor de alma: Uma das maiores freguesias do país está desertificada e envelhecida. E pior, as pessoas envelhecidas não têm hipótese de andar de Metro por falta de acessos”. Jaime Fernandes frisa que “há locais onde têm de andar quase um quilómetro para apanhar o Metro. E as estações não têm policiamento. Uma pessoa é assaltada, violada e roubada, e ninguém é responsável”. O padre José Alberto Magalhães, da Igreja de Paranhos, disse ao JANEIRO que nota “diferença no número de pessoas que frequenta a igreja. Sobretudo, os idosos, que não têm automóvel e, portanto, têm mais dificuldade”. Segundo o padre, “o mesmo se aplica à zona envolvente, como o bairro Leonardo Coimbra”.O presidente da junta de freguesia de Paranhos, Miguel Seabra revela que “a câmara já tem um projecto pronto - a duplicação da rua Dionísio Santos Silva. Assim, todos os autocarros terão acesso à igreja e ao cemitério. Para o alargamento se fazer, falta expropriar o morador de uma casa”. De acordo com Miguel Seabra, “a junta tem estado em diálogo permanente com a STCP acerca disto”.Questão de bom sensoO presidente recebeu ontem uma carta da administradora da STCP. Na carta, é referido que a STCP “irá comunicar os resultados da avaliação do desempenho da nova rede no primeiro semestre de 2007, agora em fase de conclusão”. “Portanto, antes do fim do mês, saberemos se a nossa reivindicação é aceite ou não”, adianta Miguel Seabra. “Estamos a falar do prolongamento de um quarteirão, englobando apenas mais duas paragens. Metade do trajecto é feito no corredor BUS, onde passavam anteriormente sete carreiras e hoje passam três. É muito fácil de resolver, e achamos estranho que, depois de ano e meio de reivindicações e reuniões sucessivas, a STCP ainda não tenha estudado esta pequena alteração”.Para Miguel Seabra, trata-se de “uma questão de bom senso”: “Estou convencido de que a administração da STCP não dará uma machadada final no comércio de Costa Cabral”. Os manifestantes partiram da Praça do Marquês, por Costa Cabral, (interrompendo o trânsito) rumo aos Combatentes, onde terminava o protesto. PSP identifica dirigentes da manifestação A presidente da Associação de Comerciantes do Porto (ACP) e o presidente da junta de Paranhos foram identificados pela PSP, por participarem numa “manifestação não autorizada”. O incidente ocorreu ao fim da tarde, durante o protesto convocado pela ACP e pela Comissão de Moradores e Comerciantes da Zona de Costa Cabral. A presidente da ACP, Laura Rodrigues, disse à Lusa que a associação enviou, segunda-feira passada, um fax ao Governo Civil. No entanto, a secretaria disse nada ter recebido. “Repetimos o pedido, por sugestão da secretaria, mas foi indeferido, já que deu entrada depois do prazo legal de 48 horas exigido para a autorização de manifestações públicas.” O protesto não foi desmarcado já que “há muitos precedentes em que foram autorizadas manifestações pedidas com menos de 48 horas de precedência”, explica Laura Rodrigues. A presidente da ACP citou o Artigo 45 da Constituição, que garante a liberdade de manifestação pacífica, o que era o caso: “Lamento que, para não autorizar este protesto, o Governo Civil tenha recorrido a um decreto anterior à própria Constituição”.

DE BLOG EM BLOG

Agradecemos a mais um Cidadão pela colocação no seu blog, um comunicado pela luta e defesa do direito à mobilidade.

http://vimaraperesporto.blogspot.com/2007/07/de-novo-os-stcp.html

sexta-feira, 20 de julho de 2007

DIÁRIO DIGITAL - PSP IDENTIFICOU DIRIGENTES DE MANIF CONTRA A STCP

A presidente da Associação de Comerciantes do Porto (ACP) e o presidente da Junta de Freguesia de Paranhos foram hoje identificados pela PSP do Porto por participarem numa manifestação não autorizada.
O incidente ocorreu ao fim da tarde durante uma manifestação convocada pela ACP e pela Comissão de Moradores e Comerciantes da Zona de Costa Cabral (CMCZCC), com o apoio da Junta de Freguesia de Paranhos, para protestar contra a eliminação da carreira 79 dos autocarros da STCP.
A presidente da ACP, Laura Rodrigues, disse à Lusa que a associação enviou segunda-feira um fax ao Governo Civil, tendo telefonado quarta-feira a confirmar, quando a secretaria daquele organismo oficial referiu nada ter recebido.
«Repetimos o pedido, por sugestão da Secretaria do Governo Civil, mas ele acabou por ser indeferido por ter dado entrada já depois do prazo legal de 48 horas exigido para a autorização de manifestações públicas», disse.
Laura Rodrigues decidiu, em conjunto com a CMCZCC, manter a manifestação, já que «há muitos precedentes em que foram autorizadas manifestações pedidas com menos de 48 horas de precedência».
Citou, além disso o Artigo 45º da Constituição, que garante a liberdade de manifestação pacífica, o que era o caso.
«Lamento que para não autorizar esta manifestação o Governo Civil do Porto tenha recorrido a um decreto anterior à própria Constituição Portuguesa», afirmou Laura Rodrigues.
Após concentração na Praça Marquês de Pombal, as cerca de três centenas de manifestantes percorreram a Rua de Costa Cabral, uma das mais movimentadas do Porto, até à zona dos Combatentes interrompendo hoje o trânsito naquela via que é uma das mais movimentadas da cidade.
O Movimento de Utentes dos Transportes da Área Metropolitana do Porto (MUT-AMP) também apoiou esta manifestação.
Os comerciantes e moradores da zona de Costa Cabral, uma das principais zonas de comércio do Porto, afirmam-se prejudicados pela eliminação daquela linha de autocarros.
Sustentam que a eliminação, ocorrida no âmbito da reformulação da rede da STCP implementada a 1 de Janeiro último, terá contribuído para o encerramento de várias lojas daquela artéria, uma das maiores do Porto, com mais de três quilómetros de extensão.
O MUT-AMP tem vindo a liderar a contestação à chamada «Nova Rede» da STCP, acusando a administração da concessionária dos transportes rodoviários urbanos do Porto de «insensibilidade social», «arrogância» e «desprezo pelos utentes».
Diário Digital / Lusa
20-07-2007 20:20:35

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=13&id_news=287108

GUIÃO PARA REUNIÃO COM O PROVEDOR DO "UTENTE" STCP


quinta-feira, 19 de julho de 2007

JORNAL DE NOTICIAS – MANIFESTAÇÃO CONTRA A STCP AMANHÃ

A Comissão de Comerciantes, Clientes e Moradores da zona de Costa Cabral, no Porto, vai manifestar-se contra a STCP, amanhã, às 17 horas, na entrada da Rua de Costa Cabral (Jardim do Marquês). O objectivo é pressionar a STCP a repor o percurso do autocarro número 79.
Em comunicado aos órgãos de Comunicação Social, o Movimento de Utentes dos Transportes da Área Metropolitana do Porto (MUT - AMP), afirma, que a STCP pretende acabar com o comércio naquela zona, justificando que, recentemente, já fecharam mais cinco estabelecimentos comerciais.
O MUT - AMP compreende e apoia o protesto da Comissão de Comerciantes, Clientes e Moradores da zona de Costa Cabral e acusa a STCP de se demitir das suas funções de prestação de serviço social. Isto porque não faculta transportes de qualidade de acordo com as necessidades reais dos utentes.
No comunicado consta, ainda, que o Conselho da Administração da STCP se comprometeu a divulgar o balanço da implantação da "nova rede", referente aos últimos seis meses, durante a primeira quinzena deste mês e ainda não o fez. É de referir que o prazo para a publicação desses resultados expira no final do corrente mês. O MUT - AMP acusa, por isso, a STCP de desrespeito pelos utentes, o que justifica as várias manifestações que vêm ocorrendo desde Janeiro, em Gondomar, na Baixa do Porto e na Maia, contra esta empresa.
O MUT - AMP apela à presença de todos os cidadãos na manifestação.
Teresa Afonso

PRIMEIRO DE JANEIRO – COMERCIANTES E MORADORES MANIFESTAM-SE

O Movimento de Utentes dos Transportes da Área Metropolitana do Porto e a associação dos Comerciantes do Porto convocaram para dia 20 uma manifestação pela reposição do autocarro 79, o actual 204. Segundo os comunicados enviados à redacção de O PRIMEIRO DE JANEIRO, o comércio da zona “pode morrer” se se deixar desta linha. “A zona de Costa Cabral não prescinde deste percurso” e “os STCP estão a acabar com o comércio nesta zona”, escrevem os utentes. Por sua vez, a associação liderada por Laura Rodrigues explica que a manifestação foi decidida após uma resposta negativa da STCP às perguntas que surgiram numa reunião no pavilhão do clube Académico no sentido de informar sobre se havia intenção de repor o percurso daquele autocarro. Como a resposta foi negativa, foi pedida ao Governo civil a autorização para a manifestação.

OS CIDADÃOS ESTÃO A FAZER-SE OUVIR

O MUT-AMP recebeu mais um cartaz de mobilização e sensibilização para a participação em mais uma justa manifestação.

Anexamos o Cartaz recebido para a sua divulgação.

quarta-feira, 18 de julho de 2007

quinta-feira, 12 de julho de 2007

II EXPOSIÇÃO COLECTIVA DE FOTOGRAFIA


Núcleo de Fotografia
Grupo Dramático e Musical Flor de Infesta
Rua Padre Costa, 118
4465 S. Mamede Infesta


Nota à Comunicação Social


Criado há cerca de 3 anos, o Núcleo de Fotografia do Flor de Infesta conta na sua breve existência com diversas exposições fotográficas dentro e fora das portas do "Flor". Animado pela carolice dos seus membros, este pequeno grupo mostra-se dinâmico como se advinha pela sua aposta de organizar pelo menos uma exposição fotográfica anualmente. No próximo dia 14 de Julho, pelas 18h será inaugurada a exposição VAZIOS DA INDÚSTRIA. Trata-se duma Mostra Colectiva de quase todos os elementos que integram o núcleo. A exposição aborda a temática da falência do modelo industrial que durante tantas gerações prevaleceu. Para melhor compreender as motivações que presidiram à escolha deste tema, junto transcrevemos o texto de apresentação da exposição.

«VAZIO DA INDÚSTRIA

Em pleno século da informação onde tudo gira sob a batuta dos "bits e bytes", temos a tentação de esquecer que a Revolução Industrial existiu e perdurou durante dezenas de anos. Embora a uma escala muito mais pequena, também Portugal teve um período de industrialização que se generalizou um pouco por todo o país. Fábricas, muitas fábricas, umas grandes, outras pequenas, cheias de vida, de máquinas infernais, de operários sujos e magros. Tal como as catedrais no seu tempo, uma nova fábrica erguida marcava o triunfo do progresso, sinal inquestionável de modernidade e quase do sagrado através das prodigiosas máquinas que habitavam aquelas instalações.

A revolução industrial acabou. Jazem como carcaças, resquícios dos hinos e símbolos do progresso. Não são só as árvores que morrem de pé. Paredes que outrora abrigavam exércitos de obreiros e máquinas incompreensíveis para o comum dos mortais, servem hoje de tela de fundo a "grafittis", cicatrizes de vandalismo que nunca irão sarar. Apesar de tudo estão de pé, resistindo ao tempo, vingança, quiçá, por não terem resistido à mudança.

A exposição fotografica que organizámos não é documental, deliberadamente não identificámos os lugares que fotografámos mas sim os objectos, filhos dessa Revolução que já há muito findou. Tentamos encontrar alguma beleza nesse "locus horribilis" que são as instalações industriais abandonadas, enjeitadas e que são embaraços dos tempos modernos. Do mesmo modo, não fotografámos pessoas, só os espaços, vazios, dolorosamente privados de vida, de pessoas. No pós-revolução, as pessoas deixaram de produzir, de existir.Bem vindos à exposição dos tempos modernos, colecção de fotografias inconjuntas dum passado que se tornou futuro, dum vazio que ninguém se importa em preencher.»

Com os nossos cumprimentos,

P'lo Núcleo de Fotografia do Flor de Infesta
Luciana Santos
Sónia Gomes

Contactos:
Luciana Santos - 22 616 300 / 1 - email: lucianaporto@yahoo.com
Sónia Gomes - 22 960 30 17 - email: Zia@kiquezas.net

DIÁRIO DE COIMBRA -BUZINÃO EM DEFESA DE SERVIÇOS PÚBLICOS - 6ª FEIRA, 13 DE JULHO EM COIMBRA

Buzinão em defesa de serviços públicos (6ª Feira, 13 de Julho)
Para além da população, são convidados a aderir ao buzinão, marcado para amanhã em Coimbra, os autarcas do distrito que de alguma maneira têm vindo a contestar o encerramento de serviços públicos
«Temos a certeza que há um enorme descontentamento que tem vindo a crescer em relação a tudo o que são encerramentos de serviços públicos». Por isso, e sabendo que estes encerramentos significam para as populações «uma perda enorme de qualidade de vida», está marcado um buzinão para amanhã, em Coimbra. A iniciativa é do Movimentos de Utentes dos Serviços Públicos do Distrito de Coimbra, Movimento Nascer na Figueira, Comissão de Utentes do Hospital Pediátrico, Movimento dos Utentes da Saúde e Comissão de Utentes da Saúde de Penacova.
Num encontro realizado ontem na esplanada do Café Santa Cruz, na Praça 8 de Maio, representantes daqueles movimentos anunciaram que a concentração da caravana automóvel far-se-á amanhã, às 18h00, na rotunda da Fucoli, junto ao Restaurante Porquinho. A caravana segue depois em direcção aos Hospitais da Universidade de Coimbra, Cruz de Celas, Praça da República, Avenida Sá da Bandeira, Rua da Sofia, Avenida Fernão de Magalhães, Portagem e termina o seu percurso ao fundo do Parque da Cidade. Francisco Queirós, da Comissão de Utentes do Hospital Pediátrico de Coimbra, disse que se trata de uma «manifestação pública contra a política de encerramentos dos serviços públicos».
Por sua vez, Silvina Queiróz, do Movimento Nascer na Figueira, explicou que a ideia do protesto «foi dar ainda alguma chama ao descontentamento generalizado dos cidadãos», atendendo a que devido à aproximação das férias as pessoas acabam por ficar mais desmobilizadas.
Silvina Queiróz sublinhou que muitos serviços públicos estão a encerrar e outros transferidos, com perdas de valências para as populações.
Entretanto, elementos dos movimentos distribuiram ontem de manhã na Baixa de Coimbra convites à população, sensibilizando para a adesão à iniciativa.


José João Ribeiro

http://www.diariocoimbra.pt/16160.htm

CARTA AO PROVEDOR DO "UTENTE" DA STCP


quarta-feira, 11 de julho de 2007

INTERPELAÇÃO DO BLOCO DE ESQUERDA AO GOVERNO SOBRE O SECTOR DOS TRANSPORTES



O Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda

levou a discussão dos transportes à

Assembleia da Republica.

A discussão deste assunto nunca é demais, sendo bem acolhida e valorizada pelo Movimento dos Utentes dos Transportes da AMP.

Agradecemos o trabalho realizado, esperando contar com o vosso apoio e participação nas nossas proximas iniciativas.

sábado, 7 de julho de 2007

PRIMEIRO DE JANEIRO – MUT-AMP RECLAMA A ENTRADA EM FUNCIONAMENTO DA AUTORIDADE METROPOLITANA DE TRANSPORTES

Utentes novamente em protesto
Uma carta reivindicativa do Movimento de Utentes dos Transportes da Área Metropolitana do Porto defende a, prorrogada, entrada em funcionamento da Entidade Metropolitana dos Transportes.
Apenas um dos pontos da missiva a que a STCP começa a responder.

David Furtado - Primeiro de Janeiro



O Movimento de Utentes da Área Metropolitana do Porto (MUT-AMP) distribuiu no passado dia 1 uma carta reivindicativa em que defende a entrada em funcionamento da Autoridade Metropolitana de Transportes. Um dos pontos da carta reivindicativa é a “reformulação do zonamento e implementação de zonas territoriais no modelo de ‘coroas’”. Contactado pelo JANEIRO, André Dias, do MUT-AMP, afirma que “este sistema é semelhante ao de Lisboa. Teríamos menos zonas, que seriam mais alargadas”. O representante do Movimento lembra as confusões dos “utentes que pensam estar a viajar em zona 2, mas que estão em zona 3. Nestes casos, é chamada a autoridade para identificar as pessoas, e é uma situação que tem acontecido com frequência”. O Movimento defende uma divisão em zonas que seja “mais simples e mais compreensível”. André Dias lembra também os problemas com os títulos de viagem, e “as informações incorrectas prestadas aos utentes nas ‘pay-shops’. As pessoas dirigem-se a um café, por exemplo, para carregar o título de viagem, e não lhes é dada a informação correcta”. De acordo com o porta-voz, “20 por cento de pessoas já foram ‘enganadas’ inadvertidamente”. André Dias refere que, “nos postos de atendimento, as pessoas não são formadas para esse fim. Deparam-se com muitas reclamações e sabem que a tarefa mexe com a vida dos utentes”. O representante do Movimento diz que, por culpa deste factor, “os trabalhadores se revezam bastante, o que não ajuda nada”. Na carta reivindicativa, o Movimento defende também a criação de “um tarifário único e socialmente suportável para o Metro, STCP e CP”. O MUT-AMP reivindica a “frequência mínima de um transporte por hora, no período nocturno e aos sábados, domingos e feriados, sendo esta reajustada às necessidades dos utentes”. Outro factor exigido pelo Movimento “é o aumento da velocidade comercial das viaturas e a sua pontualidade”. O documento reclama também “a oferta de percursos directos entre o centro do Porto e os concelhos servidos de transportes públicos”.

Falta de higiene

Outro dos pontos da carta reivindicativa exige a “limpeza, higiene e desinfecção de viaturas e estações”. Segundo André Dias, “antigamente, os veículos eram lavados nos centros de recolha. Hoje, isso já não acontece, exceptuando com as viaturas novas. As mais antigas estão sujas e, no Verão, ganham cheiros. Mas não podemos culpar os utentes. Conheço casos de pessoas com problemas de incontinência que sujam inadvertidamente o assento, e este não é limpo”. O porta-voz afirma que há “outros casos de falta de higiene nos veículos, o que pode até tornar-se num perigo para a saúde pública”.

A bilhética continua a ser criticada pelo MUT-AMP: “As pessoas não sabem quantas viagens têm disponíveis, a dado momento. E achamos que não devem ser obrigadas a pagar o cartão. Aliás, a lei nem prevê que o utente seja obrigado a pagar cinco euros pelo passe e 50 cêntimos pelo título”, refere André Dias. Números da STCP não são fiáveis
Mas a questão fulcral, para o MUT-AMP, é a entrada em funcionamento da Autoridade Metropolitana dos Transportes (AMT). “O Movimento não quer decidir nada. A AMT é que tem essa responsabilidade. Trata-se de uma decisão do Governo, já tomada, e queremos que seja posta em prática”. O Movimento reclama o cumprimento da legislação nacional e comunitária sobre os utentes portadores de deficiências motoras, auditivas e de visão. Nesta matéria, os números recentemente divulgados pela STCP, revelando que a maior parte da frota tem condições de acessibilidade para deficientes, não são fiáveis. “Comparando com a Europa, achamos que os números não são reais”, diz André Dias. “Pensamos que a STCP terá feito uma média do valor da Europa”. O porta-voz acrescenta que há países com mais de 85 por cento e outros com menos de 15 por cento de viaturas com tais acessibilidades. Mas congratulamo-nos com o aumento do número de veículos”.
Novo Protesto
O MUT-AMP chama a atenção para o problema do Hospital da Prelada: “O hospital ficou sem o acesso da STCP, que levava os utentes ao próprio edifício, o que já não acontece. Falamos de pessoas com canadianas, que têm de percorrer uma distância de cerca de 100 metros. Para estes utentes, não é fácil”, diz André Dias. A 20 de Julho, está marcado um novo protesto, às 17h, na Rua Costa Cabral. Trata-se de uma concentração que pede a reposição do percurso do antigo 79 (actual 204). André Dias referiu ao JANEIRO que será “uma concentração espontânea de utentes, comerciantes e moradores, com a qual o MUT-AMP está solidário”.
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RESPOSTA STCP refuta críticas

Em declarações ao JANEIRO, Rui Saraiva preferiu não comentar mais esta reivindicação da MUT-AMP. “Estamos preocupados com as pessoas e não com as primeiras páginas”. O administrador da STCP revela que “nos últimos seis meses, a empresa preparou a nova rede de acesso fácil, que será apresentada na segunda quinzena de Julho. Nessa altura, vamos apresentar alguns números”. O administrador realça que a STCP realizou “um estudo com o Provedor do Cidadão com Deficiência e a Acapo”. Juntamente com a ARS, a STCP irá também “articular e a divulgar a nova rede”. “O Movimento de Utentes da Maia tem feito uma pressão positiva”, considera Rui Saraiva. “Tem-nos alertado para diversos problemas e exposto preocupações. Temos também confrontado posições”, sublinha o administrador.

quinta-feira, 5 de julho de 2007

CONVITE PARA DEBATE – SECTORES PÚBLICOS ESTRATÉGICOS



Convidados pela Direcção da Organização Regional do Porto do Partido Comunista Português, para a participação e intervenção no referido debate.
O MUT-AMP convida todos os elementos a participarem e tornarem este debate participativo com a exposição das alterações ocorridas no sector dos transportes e suas consequências.
Os Representantes dos Movimentos Locais devem prepararem uma pequena intervenção para no caso de o tempo disponível assim o permitir, tornar o debate mais rico e participativo, com a intervenção de todos.

Porque estamos convictos de que é necessário este assunto ser discutido por todos e envolver o maior numero de cidadãos nestes debates, tornando a vida de todos mais participativa nas acções cívicas.
A nossa participação neste debate foi aceite, como será aceite com qualquer outro Partido Politico, Movimentos, Associações ou Entidades envolvidas neste sector.

Participe e traga o seu amigo, vizinho ou familiar.

Os nossos melhores cumprimentos
MUT-AMP

quarta-feira, 4 de julho de 2007

SIMPLEX OU PRECARIEDADE – REALIDADE DAS REALIDADES

Um utente à uns dias atrás enviou-nos uma carta descrevendo 24 hrs nos serviços administrativos da STCP / Metro do Porto.
Vejamos o que se sucedeu:



domingo, 1 de julho de 2007

CARTA REIVINDICATIVA DOS UTENTES DOS TRANSPORTES DA AMP

Passado os 6 meses da implementação da "Nova Rede" da STCP, continuamos a estar convictos de que muito está por fazer, assim apresentamos públicamente a Carta Reivindicativa dos Utentes dos Transportes da AMP.


quinta-feira, 28 de junho de 2007

NOVOS BANCOS NO TERMINAL DE AUTOCARROS DA CASA DA MUSICA




Com a quantidade de pessoas que aguardam impacientemente por a chegada ou a partida das viaturas estes bancos vão ser úteis só para alguns.

Ou será que querem ainda reduzir mais os utilizadores dos transportes colectivos de passageiros.



Antes de se gastar dinheiros públicos em obras como estas, não deveriam estes governantes aproximarem-se das populações que utilizam estes espaços, consultando as opiniões de cada um e satisfazer as vontades e necessidades dos cidadãos.



Pois bem, as decisões destes projectos saiem de secretárias de pessoas que não utilizam estes serviços, nem estes espaços.



Participem na vida activa da sociedade ou um dia deixaremos de ser cidadãos para sermos bonecos a pilhas.

CARTA AOS GRUPOS PARLAMENTARES DA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA



CONCELHO DE ADMINISTRAÇÃO DA CARRIS



Presidente do Conselho de Administração
Dr. José Manuel Silva Rodrigues


Vogais do Conselho de Administração
Dra. Maria Isabel Gaspar Cabaço Antunes
Dra. Maria Adelina Pinto Dias Rocha
Engº Joaquim José Garrido Zeferino
Dr. António Santos e Silva

A CARRIS no seu site tem publicado a fotografia do Concelho de Administração

A STCP no seu site não tem publicado a fotografia dos Orgãos Sociais,

porque será?

Deixamos está questão a todos voçês.

transportes.amp@gmail.com

terça-feira, 26 de junho de 2007

REPRESENTAÇÃO DO PORTO NO "PRÓS E CONTRAS"

Lamentavelmente a nossa querida RTP - Televisão Pública que tem ou deveria ter a preocupação de que os cidadãos sejam activamente representados nos debates que dizem respeito à sociedade, não convidou o Movimento nem tão pouco procedeu à resposta de vários contactos por email da disponibilidade de participação no programa.

Julgamos ser apenas um lapso da direcção de programas da RTP.

E assim por todos aqueles que lá participaram foi representado o Porto, afastados da realidade do Distrito e da voz dos Cidadãos.

domingo, 24 de junho de 2007

QUADRAS DE S.JOÃO

Gentilmente enviado e cedido por um amigo de Baguim do Monte - Gondomar
I
Ó meu rico S. João
És um Santo cá do Porto
Se não nos deitas a mão
Isto tá a dar p’ro torto

II
Ó meu rico S. João
Nós te vamos adorar
Mas que não nos falte o pão
Porque vimos tudo a fechar

III
Ó meu rico S. João
És um Santo milagreiro
Não nos faltará o pão
Quando formos o primeiro

IV
Os transportes são do povo
Que têm que os utilizar
Como não vimos nada de novo
Temos que continuar a lutar

V
Antecipemos o S. João
Para lhe pedir o favor
É do fundo do coração
E por vós temos amor

VI
Vão ter que nos ouvir
Não lhes damos descanso
Mas temos que nos unir
Não pode haver falhanço

VII
Como o S. João é do povo
Vamos-lhe pedir ajuda
Não esqueçam o alho porro
Nem os raminhos de arruda

VIII
Ó meu rico S. João
Eu em casa é que não fico
Quero ver a exposição
De vasos de manjerico

IX
Ó meu rico S. João
Também estás a empobrecer
Ao deitar nosso balão
Também nos ajuda a aquecer

X
O alho porro está a acabar
É usado o martelinho
Vamos continuar a festejar
Nem que seja em pequenino

XI
São três Santos Populares
Festejados no mês de Junho
Como são festas populares
Nós apertamos-lhe o punho

XII
Tudo o que atrás disse
É do fundo do coração
Queria que nos unisse
E vamos ao S. João

Adelino Soares Pinheiro
Sabeis quem sou:
Baguim do Monte, Gondomar

sábado, 23 de junho de 2007

REUNIÃO ABERTA DO MUT-AMP 26 JUNHO

Depois da reunião com o Governo Civil na passada 5ª feira, não devemos ficar quietos à espera que seja a Sr.ª Governadora Civil do Porto a resolver as questões da necessidade de uma melhoria na qualidade dos transportes na AMP, pois nem o Governo Civil nem STCP se mostram flexíveis na adaptação dos transportes aos utentes.

Para tal convocamos todos os interessados a participar nesta reunião, dia 26 de Junho e que será ainda no Porto, na Rua Formosa 253 - 1º Esq.

sexta-feira, 22 de junho de 2007

PRIMEIRO DE JANEIRO – REUNIÃO DO MUT-AMP COM A GOVERNADORA CIVIL DO PORTO

Associação de utentes esteve com Isabel Oneto
Transportes: Governo Civil como mediador
A reunião entre o Movimento de Utentes da STCP e a Governadora Civil do distrito, Isabel Oneto, trouxe uma nova esperança para os utentes descontentes com a nova reestruturação.
A Governadora promete ser uma mediadora entre o movimento e a STCP.
José Sá Reis in Primeiro de Janeiro - 22-06-2007
Foram enviadas quatro cartas pelo Movimento de Utentes dos Transportes da Área Metropolitana do Porto (MUT - AMP) antes de se efectivar o encontro pretendido – e concretizado ontem, ao início da tarde: a 19 de Janeiro, 21 de Abril, data que fora aceite pelo Governo Civil do Porto, mas cuja agenda não permitira aos membros do MUT - AMP tal reunião, a 11 de Maio e (a última) 14 de Junho. O assunto era comum a todas elas: “A nova rede do Serviço de Transportes Colectivos do Porto (STCP) de 1 de Janeiro de 2007” - data da entrada em vigor da reestruturação das linhas urbanas de autocarros. Seis meses depois, o “drama” mantém-se. Segundo o MUT - AMP, nada ainda foi feito “de relevante” - “apenas uma ou outra reestruturação pontual, como a registada em Rio Tinto, por exemplo”. Mas nada mais. Um “período temporal” que, segundo o movimento, “não se justifica, já que os utentes têm mostrado insistentemente o seu descontentamento através de manifestações e abaixos - assinados” levados à Administração da STCP.
Semana para pensar
A reunião de ontem juntou à mesma mesa a Governadora Civil do Porto, Isabel Oneto, e três representantes do MUT - AMP. Do encontro, um “primeiro passo” para a resolução do problema: “O Governo Civil do Porto mostrou-se disponível - na figura da responsável Isabel Oneto - para servir de mediadora neste processo”. Uma mediação que só avança, segundo André Dias, elemento ouvido pelo JANEIRO no final da reunião, se “o movimento apresentar os problemas concretos das novas linhas apresentadas”. Uma competência que não cabe ao MUT - AMP, mas “à STCP, que já deveria ter feito este estudo e apresentado aos orgãos competentes”.Para além da supressão de algumas linhas ou troços de linhas essenciais, o Movimento mostra-se contra “o tarifário que é pago, o novo sistema de bilhética utilizado – os cartões electrónicos – e contra as paragens construídas, que não protegem os utentes do frio e da chuva”. Mas, por agora, e durante a semana que a Governadora lhes deu para redigirem as “medidas concretas”, o MUT - AMP promete “reunir para melhor reflectir sobre esta proposta”.
A saber
Viagens abusivas
André Dias e José Carvalho, do MUT - AMP, acusam ainda “algumas companhias de transportes de passageiros” de utilização abusiva das paragens e lugares de estacionamento da cidade do Porto. “Temos conhecimento que algumas companhias concelhias, como a Resende ou a Maia Transportes, fazem serviços dentro do Grande Porto, com veículos mais poluentes e com a alegada negligência da STCP”.
Mas, que nem tudo são espinhos neste assunto, o MUT - AMP destaca “a excelente iniciativa da STCP na introdução dos veículos a gás natural”, mais amigos do ambiente e “com carácter formativo junto dos seus utilizadores”, frisa Dias.

quinta-feira, 21 de junho de 2007

REUNIÃO COM O GOVERNO CIVIL DO PORTO

Hoje é dia de reunião.

Drª. Isabel Oneto irá receber 3 representantes do MUT-AMP para uma discução dos problemas dos utentes dos transportes.
O MUT-AMP irá discutir o conteudo da sua Carta Reivindicativa que será divulgada brevemente, numa distribuição à população, no nosso blog e aos orgãos de comunicação social.

PRÓS E CONTRAS "PORTO SENTIDO"



O Movimento mostra a disponibilidade de participar neste programa no sentido de trazer até nós outros problemas que a "Nova Rede" trouxe para os cidadãos, sejam eles trabalhadores, reformados, empresários, desempregados.
Aproveita também para levar até aos telespectadores o trabalho já realizado numa carta reivindicativa.
Contamos poder participar neste programa da RTP, se assim nos deixarem.

segunda-feira, 18 de junho de 2007

JORNAL DE NOTICIAS – STCP MEXE NO TRAJECTO DO AUTOCARRO 902

O trajecto dos autocarros da linha 902 sofreu uma alteração esta semana. A Sociedade de Transportes Colectivos do Porto (STCP) acedeu à solicitação da Câmara de Gaia, para que fosse mudado o percurso no nó da Arrábida. O ajustamento permitirá o acesso em segurança às paragens dos residentes naquela zona.
"É um novo percurso que servirá as pessoas da parte alta da Afurada, do Centro Histórico e do Bairro do Cavaco. Reforça a mobilidade naquela área", explica Marco António Costa, vice-presidente da Autarquia, recordando as solicitações dos residentes locais, em particular dos habitantes do Bairro do Cavaco, obrigados a atravessar as vias de intenso tráfego para chegar às paragens sem abrigos, que ficavam mais distantes. Um caminho feito a pé sem segurança.
"Os moradores manifestaram essa preocupação e o presidente da Junta da Freguesia Afurada e o vereador dos Transportes, Firmino Pereira, pediram a colaboração da STCP", indica o autarca, satisfeito com a resposta positiva da empresa.
Assim, os autocarros 902, vindos do Porto rumo a Gaia, deixarão de seguir directamente pela Avenida dos Escultores (em direcção ao Carrefour). Agora, ao sair da ponte de Arrábida, passam por baixo da travessia - tal como sucedia no passado -, onde se encontra uma paragem. Este abrigo servirá, também, as carreiras 902 e 903 (Laborim/Casa da Música) no sentido oposto, ou seja, de Gaia rumo ao Porto.
Desta forma, os moradores do Bairro do Cavaco já não precisam de atravessar as vias de intenso tráfego. Podem usar o túnel pedonal desnivelado, criado propositadamente pela Câmara. Esta alteração do trajecto pela STCP elimina as paragens sem condições, colocadas na nova rotunda, junto à Afurada de Cima, e próximo do portão do condomínio fechado Jardins da Arrábida.
Em carta enviada ao Município, a presidente da STCP, Fernanda Meneses, sublinha que as mudanças entraram em vigor na segunda-feira e irão manter-se por seis meses. "Dado o facto da procura da linha 902 ter vindo a aumentar no percurso agora em alteração, procederemos à avaliação do seu comportamento durante seis meses para ser feito, então, um balanço final e definida uma opção mais definitiva", refere na missiva.

Jornal de Noticias - 18 de Junho de 2007 - Carla Sofia Luz

sábado, 16 de junho de 2007

REUNIÃO DO GRUPO DINAMIZADOR DO MUT-AMP 19 JUNHO


A nossa habitual reunião semanal será realizada dia 19 de Junho
3ª Feira às 21,30
na Rua Formosa 253, 1º Esq. - Porto
Telemóvel: 917 014 753
Participe, é nosso o dever de participar activamente na nossa sociedade.
Traga a sua proposta de trabalho, apoie a luta de uma justa causa, em prol de uma melhor qualidade de vida para os cidadãos.
Traga o seu amigo, vizinho ou familiar para participar e expor as suas opiniões e reclamações dos transportes de passageiros.

quinta-feira, 14 de junho de 2007

CARTA ENVIADA À EXMA. SRA. GOVERNADORA CIVIL DO PORTO

Foi hoje enviada a seguinte carta à Exma. Sra. Governadora Civil do Porto no sentido de obter respostas, às anteriores cartas, e que ainda não obtivemos qualquer resposta.

terça-feira, 22 de maio de 2007

"OS VERDES" ENTREGAM REQUERIMENTO NA AR - DIREITO E LIBERDADE DE PARTICIPAÇÃO DOS CIDADÃOS - "OS VERDES"


"Os Verdes" querem esclarecimentos sobre a liberdade e direito de participação dos cidadãos

O Deputado Álvaro Saraiva, do Grupo Parlamentar "Os Verdes", entregou no passado dia 22 de Maio na Assembleia da República, um requerimento em que pede explicações ao Governo, sobre o direito e liberdade de participação dos cidadãos, a propósito de uma iniciativa realizada pelo Movimento de Utentes dos transportes da Área Metropolitana do Porto, que tinha como objectivo a entrega de uma carta de protesto dos utentes no Governo Civil do Porto, em que três responsáveis pela acção foram constituídos arguidos.


"Os Verdes" querem que o Ministério da Administração Interna preste esclarecimentos sobre que instruções são dadas aos agentes da PSP para elaboração de relatórios e identificação de cidadãos que participam em iniciativas de protesto, perfeitamente legítimas face à Constituição da República Portuguesa; para que se destinam esses relatórios; que relatório concreto foi feito em relação ao caso relatado neste requerimento sobre a acção do Movimento de Utentes dos Transportes da Área Metropolitana do Porto; e se vai o Governo tomar medidas para regularizar a liberdade de manifestação dos cidadãos.


domingo, 20 de maio de 2007

A AUSÊNCIA DE SERVIÇO PÚBLICO AFECTA A LIBERDADE

O Fórum Verde foi espaço de troca de ideias para acção futura. Ao nível nacional, como europeu ou regional, as propostas e questões foram surgindo, de cada um e de cada grupo, na procura de concretizar a defesa da ferrovia.

Chegava-se facilmente ao local da conferência no novo metro do Porto. Mas deste, um aspecto era desde logo evidente: os preços bastante mais elevados que os praticados em Lisboa. Ficámos depois, durante o Fórum, a saber mais sobre esta e outras questões relacionadas com estes e outros transportes no Porto, colocadas pelo MUTAMP - Movimento de Utentes dos Transportes da Área Metropolitana do Porto.

No Fórum Verde, perante um auditório atento e participativo esboçaram-se ideias em traços gerais ou concretos do que é necessário fazer, a nível nacional como regional. À Contacto Verde, os intervenientes fizeram algumas declarações do que querem ver posto em prática.

Por um Plano Nacional

A dirigente Manuela Cunha traçou um quadro da acção de "Os Verdes" pela ferrovia. Recordou como foram travados os projectos de encerramento das linhas do Norte, e como para tal contribuiu a circulação de informação, que foi tornada pública, informação da qual até presidentes de câmara não tinham conhecimento. "O argumento invocada para o encerramento foi o da rentabilidade, mas quando "Os Verdes" pediram os estudos que o demonstrassem não foram apresentados quaisquer", lembrou, considerando que para além do mais, para o PEV a rentabilidade não é só a dos tostões, que há outros valores que não são pesados economicamente. Foi então que se realizou a acção reivindicativa de "Os Verdes", a viagem "Pelo comboio é que vamos", e a subsequente entrega de uma carta aos responsáveis governamentais e foi posta a circular uma petição, recordou ainda, não deixando de referir o modo como os cidadãos da região têm também reagido activamente. Em conclusão, considerou que há um conceito de serviço público a ter em conta, serviço público que se não existe, afecta a liberdade, já que a liberdade é também ter um acesso democrático a serviços, e terminou afirmando que é fundamental uma luta conjunta na defesa da ferrovia.

Sobre essa acção futura, a deputada Heloísa Apolónia afirmou que "Os Verdes" continuam a defender a existência do Plano Nacional Ferroviário e que a lógica do regime fiscal favoreça a ferrovia e os transportes públicos. E que, por isso, vão propor na Assembleia da República a consignação de 3% das receitas do ISP - Imposto Sobre Produtos Petrolíferos para investimento nos transportes públicos e com forte impacte na ferrovia.

A necessária inovação

Mas não foi apenas a perspectiva portuguesa que esteve presente neste Fórum. Também as apostas europeias ecologistas foram apresentadas.

Claude Turmes, vice-presidente do Grupo Verde no Parlamento Europeu salientou a importância da inovação, para lá da perspectiva convencional. Referindo que se fala muito da necessidade de inovação tecnológica, salientou que o mais importante é a inovação organizacional. E que, concretizou, esta passa por conceitos políticos, de planeamento, nomeadamente ao nível do planeamento urbano, financeiros, considerando que os bancos actualmente financiam auto-estradas mas falta-lhes instrumentos para o micro-financiamento de pequenas estruturas, e de marketing social, com apelo a mudanças de estilo de vida, a opor à publicidade em que são investidos milhões, da indústria automóvel.

Claude Turmes apontou ainda quatro grandes medidas no domínio dos transportes. Estas englobam um nível mínimo de eficiência, que imponha aos construtores de automóveis normas, uma revisão antecipada da directiva Eurovignette (relativa a portagens e transporte de mercadorias) que passe por investimentos na ferrovia, uma taxa sobre o querosene para o sector da aviação em voos na União Europeia a utilizar no investimento na ferrovia e, por fim, o programa "Green City", na perspectiva de que as grandes cidade têm de mudar as suas políticas de transportes e urbanização.

A importância de uma acção constante

As perspectivas e propostas não se ficaram aliás por aqui, foram diversas, de cada especialista e de cada grupo presente no público ou como orador.

Gaspar Martins Pereira, professor associado do Departamento de História da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, especialista sobre a história do Douro, defendeu a importância de conservar o património do sistema ferroviário da região do Douro, que faz parte do património mundial, é património de todos os cidadãos do mundo.

Manuel Tão, doutorado em economia de transportes, considerou que será necessário construir linhas convencionais novas de raiz, mesmo com o cenário de implementação da alta velocidade. E que, nomeadamente, o Douro Internacional deveria ser objecto imediato da agenda da próxima Cimeira Ibérica, garantindo-se uma plataforma comum, susceptível de garantir o máximo de financiamento comunitário.

Ricardo Neves, que representou no Fórum o MCLT - Movimento Cívico pela Linha do Tua no Fórum, contou à Contacto Verde como o Movimento tem vindo desde Outubro passado a trazer para a imprensa os problemas da ferrovia na região, tendo também encetado contactos no sentido de se organizarem várias iniciativas, visto ser este o ano da comemoração dos 120 anos da Linha do Tua. "Estamos a tentar levar para perto da linha, a rota da Ecotopia - Viagem de bicicleta entre Barcelona e Aljezur" e "achamos essencial a rápida reabertura do troço que não opera desde o acidente, bem como a reabertura do troço Carvalhais-Bragança e a reabertura do troço Pocinho- Barca d'Alva", concretizou. "Mais do que isto, é importante fazer-se a divulgação da Linha do Tua " não quis deixar de referir.

O MUTAMP, representado no Fórum por Domingos Alves, teve também propostas concretas a defender. Em declarações à Contacto Verde foi destacada nomeadamente a necessidade de reposição da cobertura territorial de transportes públicos na região, a entrada em funcionamento da Autoridade Metropolitana de Transportes para que, exercendo a sua actividade reguladora, concilie os interesses dos operadores de transportes e dos utentes, a intermodalidade e novos sistemas de tarifários. O Movimento tem contado com algumas dificuldades na sua acção por parte das autoridades e três dos seus elementos foram constituídos arguidos por terem feito a entrega, no Governo Civil do Porto, de uma carta de protesto dos utentes que se consideram lesados pela "Nova Rede" da STCP.

Estes factos levaram a deputada Heloísa Apolónia a afirmar que "Os Verdes" iriam questionar, através de um requerimento na Assembleia da República, a situação

Por esses dias, diversas notícias surgiram na comunicação social sobre a ferrovia, e importância da acção de "Os Verdes" foi destacada por Manuela Cunha à Contacto Verde: "Esta nossa acção constante, da qual esta não foi mais que uma iniciativa, em defesa da ferrovia, tem tido resultados positivos, o que se pode verificar com o anúncio tornado público da REFER de que a reposição da linha do Tua vai-se iniciar em breve, já se está na fase de avaliação das propostas para a empreitada. Por outro lado, também, uma chamada de atenção para a reabertura da Linha do Douro até Espanha, para a qual "Os Verdes" tinham feito propostas em sede de Orçamento de Estado que foram chumbadas, mas para a qual Ricardo Magalhães, chefe de Projecto da Unidade de Missão do Douro, vem agora garantir que haverá verbas no quadro do QREN. Por isso consideramos que o manter na ribalta esta questão, com uma pressão constante, tanto na Assembleia da República como na Região, não tem permitido que o assunto seja esquecido e obriga as entidades responsáveis a tomar medidas, porque sabem que as reivindicações de "Os Verdes" vão de encontro ao que é reivindicado pela população e, no caso do Douro, também pelos autarcas da Região".
S.V.

FÓRUM VERDE PELA FERROVIA

Uma delegação do MUT-AMP participou no Forum Verde pela ferrovia, promovida por "OS VERDES" no passado dia 19 de Maio.
Consideramos nós um Fórum bem participado e representativo.
Tendo o MUT-AMP realizado a sua intervenção pela palavra do nosso Amigo e Domingos Alves.


Fórum Verde pela ferrovia

O desinvestimento na ferrovia convencional num país que vive numa economia à base do petróleo e os cenários futuros para o transporte ferroviário e o desenvolvimento regional foram alguns dos temas em foco na acção internacional desenvolvida por "Os Verdes", que culminou no Fórum Verde realizado no Porto.

No passado dia 19 de Maio teve lugar, no Porto, o Fórum Verde, onde esteve em debate a problemática do transporte ferroviário e o seu contributo para o desenvolvimento sustentável do país, nomeadamente da região transmontana, e as políticas portuguesas e europeias sobre esta matéria. O fórum, internacional, foi o culminar de uma acção que envolveu uma viagem de comboio pelas linhas do Douro, Tua e Corgo, na qual participaram, para além do Vice-Presidente do Grupo Verde no Parlamento Europeu, deputados e dirigentes de "Os Verdes", e em que houve contactos com entidades e forças vivas dos distritos de Bragança e Vila Real.

"Não existe um Plano Ferroviário Nacional nem um Plano Nacional de Transportes"

"Construíram-se mais de 2000 km de vias rodoviárias durante a vigência de três Quadros Comunitários de Apoio (QCA)" e "entre 1991 e 2001 a rede de auto-estradas em Portugal aumentou 350%" afirmou a deputada de "Os Verdes" Heloísa Apolónia, iniciando assim a sua intervenção e salientando como, deste modo, "o financiamento público tem estado direccionado para a rodovia em detrimento da ferrovia". Uma realidade que se traduz também no facto em Portugal, em 1970, existirem 3588 km de vias ferroviárias e em 2003 apenas 2818 km, o que representa menos 21,5 % de ferrovia. Ou, ainda, do transporte ferroviário ter perdido, como transporte modal, 36,6% de passageiros entre 1999 e 2005, e do transporte de mercadorias ser agora feito maioritariamente por via rodoviária e por via marítima, tendo perdido lugar na via ferroviária.
Casos concretos, ilustrativos desta realidade há vários, como Heloísa Apolónia referiu. O da linha de Cascais, em que a oferta foi diminuída em 45 comboios por semana, o do novo comboio da Ponte 25 de Abril, que não está incluído num passe social, ou o da linha do Sado, exemplo paradigmático da falta de intermodalidade.
No planeamento, o cenário mantém-se, como salientou a deputada, afirmando que "existe um Plano Rodoviário Nacional mas não existe um Plano Ferroviário Nacional nem um Plano Nacional de Transportes". O que existe, para a ferrovia, são apenas orientações estratégicas, um documento mais genérico, apontando como prioridade única o TGV, a alta velocidade.
No contexto europeu, Portugal está assim muito acima da média na construção de redes rodoviárias mas apresenta níveis de estrutura ferroviária inferiores à média, concluiu Heloísa Apolónia.
Também Álvaro Pinto, da Direcção do Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Sector Ferroviário abordou o desinvestimento do Estado na ferrovia. Segundo afirmou, o encerramento de linhas aumentou o défice da CP - Caminhos de Ferro Portugueses, o que demonstra como o argumento do défice era um pretexto apenas. Para Álvaro Pinto está a ser relegado o carácter social da ferrovia, com a liberalização do sector ferroviário a conduzir ao encerramento de mais linhas e mais serviços, na perspectiva da privatização. Perspectiva de privatização presente em casos como o do comboio da Ponte 25 de Abril, em que a CP foi impedida de concorrer à sua exploração, destacou.

"Uma economia à base do petróleo"

O nosso país vive numa economia à base do petróleo, analisou Manuel Tão, professor universitário licenciado em Geografia e Planeamento Regional, mestre em Planeamento e Transportes e doutorado em Economia de Transportes, dando assim explicação às prioridades governamentais. Há uma aposta nas estradas, na venda de combustíveis, que gera receitas fiscais, mais investimento em estradas e mais carros, sintetizou.
Em declarações à Contacto Verde, o investigador concretizou a acusação: "A receita fiscal do petróleo em termos de ISP - Imposto Sobre Produtos Petrolíferos do ano passado andou à volta de 6600 Milhões de Euros. O equivalente a dois Aeroportos Internacionais da Ota. Mas isto não teria grande mal, se uma parte importante fosse consagrada à mobilidade sustentável - investimento em transportes públicos, subsídios à procura pelo transporte público, e investimento na recuperação de "browfields". Ao invés, temos uma máquina infernal que se alimenta a si própria, que é o que sucessivos Governos generosamente dão a um Plano Rodoviário megalómano, que não pára de crescer, apesar da rede de auto-estradas de Portugal, em termos de Kms por superfície e por habitante ser já das maiores da Europa, e estar já bem acima da média Europeia".
A única aposta governamental na ferrovia parece ser a prevista para a alta velocidade. E, se as estradas têm moldado o planeamento em Portugal e o desenvolvimento das regiões, e parecem ir continuar a fazê-lo, para Manuel Tão, o desenvolvimento previsto para a ferrovia, centrado na alta velocidade, também o irá moldar, dividindo o país em três tipos de regiões: as servidas pela alta velocidade, aquelas em que há rede convencional ligada de algum modo à alta velocidade e as sem ferrovia.
"Por factores externos a Portugal, a Rede Transeuropeia de Alta Velocidade ferroviária vai penetrar no território do país segundo dois eixos: a ligação (Madrid)-Caia-Évora-Lisboa e o novo corredor Norte-Sul Lisboa-Ota-Leiria-Coimbra-Aveiro-Porto-(Vigo)", afirmou o especialista. "Pelas características próprias destas vias, mas sobretudo graças ao corredor Norte-Sul, a geografia do país pós-2015 será totalmente diferente do que foi durante décadas", considerou. Na primeira grande unidade funcional geográfica estarão assim incluídas Lisboa e Porto, Leiria, Coimbra, Aveiro, Évora e parte do interior alentejano. Na segunda, podem considerar-se incluídas todas as cidades servidas por rede convencional modernizada já, em vias de modernização ou com perspectivas prováveis de modernização, como Algarve, Beja, Évora, Elvas, Figueira da Foz, Guarda, Régua, Castelo Branco-Fundão-Covilhã e Santarém. A terceira grande unidade será formada pelo território sem qualquer ligação ferroviária à rede convencional ou à alta velocidade ou às duas. Neste território encontram-se cidades como Chaves, Bragança, Viseu, Estremoz ou Fafe. Para estas zonas prevêm-se dezenas de quilómetros de auto-estrada.
Entre uma aposta única na alta velocidade, ao nível ferroviário, e em mais estradas, em geral, com a privatização de serviços, também, e a falta de planeamento nacional de transportes, ainda, o cenário não parece o mais positivo para o harmonioso desenvolvimento das regiões e a mobilidade sustentável possível para todos.
S.V.

quinta-feira, 17 de maio de 2007

JORNAL DE NOTICIAS – STCP ACUMULA PREJUÍZOS E CORRE O RISCO DE FECHAR

O ano de 2006 terminou com um prejuízo superior a 25 milhões de euros. Em 12 meses, o passivo passou de 226,6 milhões para 246,8 milhões (sendo que 118 milhões diziam respeito a dívidas de curto prazo). As indemnizações compensatórias do Estado permaneceram escassas e foram entregues tardiamente, logo, o endividamento aumentou. O património da empresa continua pendente de um processo em tribunal interposto pela Câmara do Porto. A situação financeira da STCP (Sociedade de Transportes Colectivos do Porto) é complicada e a sobrevivência da empresa pública responsável pelos autocarros da Área Metropolitana do Porto está mesmo em risco.

"A continuidade da sociedade pode estar dependente, respectivamente, do desfecho favorável do processo judicial que lhe foi movido pelo Município do Porto e da obtenção de resultados positivos no futuro e das medidas que vierem a ser adoptadas pelo Estado, na sua qualidade de accionista único", alerta o relatório de auditoria das Contas do exercício de 2006 da STCP

A empresa está, mais uma vez, em situação de falência técnica, com o passivo a superar o activo em 175 milhões de euros. Para atenuar os constrangimentos financeiros, a STCP encetou negociações para contrair um empréstimo de 100 milhões de euros à banca. Em Setembro passado, o Governo tinha já concedido um empréstimo intercalar de 50 milhões, que "permitiu ulrapassar constrangimentos de tesouraria".

Apesar desta decisão, a falta de apoio financeiro do Estado é indicada, no Relatório e Contas de 2006, como factor preponderante para a situação da STCP. Recorde-se que já a Metro do Porto, recentemente, alertou para a hipótese da operação ter de ser suspensa, devido ao diminuto apoio da Administração Central.

No Relatório e Contas da STCP denuncia-se a "continuada ausência da tão esperada contratualização do serviço público prestado, mantendo-se a atribuição aleatória de verbas a título de indemnizações compensatórias". "O montante atribuído tem sido constantemente insuficiente", acrescenta o documento, lembrando que mesmo os 15 milhões de euros referentes a 2006 (mais 7% do que em 2005, mas menos 28% do que em 2004) chegaram apenas no final do ano.

Património em risco

A sobrevivência da empresa está dependente do reforço financeiro do Estado, designadamente para equilibrar o capital próprio, mas também da decisão judicial do processo interposto pela Câmara do Porto. A autarquia reivindica "o património imobiliário adquirido pela empresa no período de 1950 a Julho de 1994". "O Gabinete Jurídico considera que o que está em causa nesta acção não é o seu valor, mas sim o impacto que um ganho de causa total, ou até parcial, terá para a operação da empresa que, na contingência de ficar sem parte do seu património, deixa de ter condições para a prossecução da sua actividade", lê-se no relatório.

O documento especifica, em contrapartida, que a Autarquia deve à STCP 910 mil euros, relativos à indemnização pelos custos directos sofridos com a remoção dos carris dos eléctricos entre a Praça da Cidade S. Salvador e a Praça de Gonçalves Zarco.

Órgãos sociais mais caros

Apesar das dificuldades, em ano de mudanças no Conselho de Administração, os encargos com os órgãos sociais subiram até aos 425,9 mil euros (em 2005, a factura tinha-se ficado pelos 315,5 milhões). O aumento mais significativo deu-se, precisamente, nas remunerações dos cinco administradores, cujo total passou de 294,5 mil euros para 408,1 mil. Ainda que, segundo o relatório, não tenham sido gastas verbas com prémios de gestão, subsídios de deslocação e de refeição.

Jornal de Noticias 17/05/2007 - Hugo Silva

segunda-feira, 14 de maio de 2007

NOTIFICAÇÕES PARA DECLARAÇÕES DE INQUÉRITO NO DIAP

Apenas para que fique registado e sirva de comunicação aos interessados, hoje dia 14 de Maio foram ouvidos no DIAP três Utentes, membros do Movimento tendo sido os mesmos constituidos "ARGUIDOS" com "TERMO DE IDENTIDADE E RESIDÊNCIA"
Caso lamentável que será comentado brevemente.

sábado, 12 de maio de 2007

DIAP – DEPARTAMENTO DE INVESTIGAÇÃO E ACÇÃO PENAL

Dia 14 de Maio, três Utentes defensores das lutas dos Utentes e das Populações vão ao DIAP do Porto prestar declarações desconhecendo o teor do inquérito.
Após prestar declarações e não se tornando este um caso de segredo de justiça informaremos o porque deste lamentável sucedido.

A equipa coordenadora do MUT-AMP

DIÁRIO DIGITAL – CARRIS E STCP REDUZEM CUSTOS DE OPERAÇÃO

A secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino, anunciou hoje uma redução nos custos operacionais da Carris e da STCP, até 2008, de 18,9 milhões de euros e 3,3 milhões de euros, respectivamente.

«Até 2008 e apesar da evolução recente do preço dos combustíveis, verificar-se- á uma contenção dos custos operacionais em ambas as empresas, com a Carris a reduzir, entre 2006 e 2008, 18,9 milhões de euros e a Sociedade de Transportes Colectivos do Porto (STCP) a reduzir 3,3 milhões de euros, em igual período», anunciou Ana Paula Vitorino durante a cerimónia de apresentação dos objectivos e assinatura dos contratos de gestão com as Administrações Portuárias, STCP e Carris.
Em 2008, os custos operacionais por passageiro serão de 66 cêntimos para a Carris e 70 cêntimos para a STCP.

De acordo com os objectivos económico- financeiros traçados para 2007 e 2008, até ao final do próximo ano, «a Carris reforçará o seu volume de negócios para 84,4 milhões de euros, enquanto a STCP inverterá o ciclo de contracção entretanto acelerado pela entrada em operação do Metro do Porto, atingindo um volume de negócios de 50,5 milhões de euros em 2008».

Quanto à evolução da margem do EBITDAR, até 2008, a STCP deverá atingir os - 35,2%, enquanto a Carris deverá atingir uma margem de EBITDA de -50,1%, 27,5 pontos percentuais menos negativa do que em 2006.

No que concerne à rentabilidade média da STCP e da Carris, até 2008, a STCP deverá corrigir o chamado efeito «Metro do Porto», melhorando 7,9 pontos percentuais face a 2006, enquanto na Carris este indicador deverá registar uma redução de 8,5% relativamente a 2006.

Os objectivos prevêem também uma aposta da integração das redes a Carris e a STCP com os restantes operadores de transportes, «em particular com o Metropolitano de Lisboa e com o Metro do Porto, visando o aumento do peso dos títulos intermodais, sobretudo na STCP».

Paralelamente, ambas as empresas apostarão «na renovação das frotas, em tecnologias mais limpas e na implementação de práticas de eco- condução, com reflexo na redução significativa da emissão de gases e partículas poluentes».

Na ocasião, a secretária de Estado dos Transportes disse que, em Setembro, o ministério das Obras Públicas avançará com a elaboração de contratos de gestão com a Rave, a Transtejo e a Metro Mondego.

Na sua intervenção, o secretário de Estado do Tesouro e das Finanças salientou o reforço do controlo no financiamento das empresas, informando que será exigida às empresas uma autorização prévia para endividamento, no caso da dívida ultrapassar os 30 por cento do capital da empresa.

Carlos Pina, disse que será também exigido um «maior controlo na tomada de participação das empresas públicas noutras sociedades», bem como uma «maior disciplina ao nível dos planos de investimento».

Por seu turno, o ministro das Obras Públicas, Mário Lino, disse que os índices de qualidade da STCP e da Carris «deverão crescer, para o conjunto de 2007 e 2008, 6,7% e 7%, respectivamente, bem como os objectivos de sustentabilidade ambiental e energética das empresas, que se traduzem numa meta de diminuição de emissão de poluentes de 2,2% na Carris e 4,2% na STCP, no período 2007/2008».

Mário Lino destacou também os custos operacionais das duas empresas, que «deverão descer, já em 2007, 6,1% na Carris (de 168,4 para 158 milhões de euros) e 3,4% na STCP (de 84,5 para 81,6 milhões de euros)».

Em 2006, a Carris e a STCP transportaram, nos seus 1.340 autocarros e eléctricos, 425 milhões de passageiros, distribuídos por cerca de 6,3 milhões de lugares por quilómetros e 186 carreiras que cobrem uma extensão total de mais de 1.100 quilómetros.

Diário Digital / Lusa

sexta-feira, 11 de maio de 2007

JORNAL DE NOTICIAS – UM ANDANTE FÁCIL DE USAR

Apartir de segunda-feira, entender o zonamento do metro do Porto e a intermodalidade vão ser de uma facilidade infantil. O Andante Tour, que começará a ser vendido, primeiro, no Aeroporto de Francisco Sá Carneiro, permitirá utilizar todos os transportes da rede Andante sem qualquer tipo de restrições. "Um turista que desembarque no aeroporto não necessita de saber para onde vai. Basta comprar o Andante Tour", revelou, ontem, Mário Coutinho dos Santos, da Transportes Intermodais do Porto (TIP).O novo título, vendido nas variantes de um e três dias (24 e 72 horas), é destinado aos viajantes ocasionais, principalmente turistas, e permite um número ilimitado de viagens na rede do metro, da STCP e da CP, englobando todos os concelhos da Área Metropolitana do Porto, incluindo Penafiel, Espinho e Trofa.Para o GuinnessA facilidade de utilização do Andante Tour (que não é recarregável e cujo tempo de utilização só começa a contar a partir da primeira validação) levou Mário Coutinho dos Santos a considerá-lo o "bilhete de transporte de mais fácil utilização do Mundo. Devia entrar para o Guinness", comentou o administrador da TIP."O turista chega ao aeroporto, compra o Andante Tour e não necessita de conhecer os detalhes da rede. A única obrigatoriedade é validar o título antes de cada viagem. Esta é mais uma pedra no edifício da intermodalidade em que a Área Metropolitana do Porto apostou. Quebram-se barreiras no acesso ao transporte público, permitindo usar diversos meios de transporte sem pagar mais por isso", referiu Mário Coutinho dos Santos. AlteraçõesAquele responsável da TIP revelou, ainda, que o título ocasional (cartão azul) irá sofrer algumas alterações, no sentido de o tornar mais "cómodo" e com mais funcionalidades. "Não queremos mais títulos, pois os que temos, os ocasionais (cartão azul) e os de assinatura cobrem basicamente todas as necessidades dos utentes. Pretendemos facilitar a vida aos nossos clientes. Veja-se que o Metro de Lisboa tem cerca de 300 títulos diferentes", revelou.Oliveira Marques, administrador não executivo da TIP e presidente da Comissão Executiva da Metro do Porto, considerou que o Andante Tour é "bom para o turismo" que é uma das actividades "fundamentais da região"."É muito interessante termos um aeroporto e a oportunidade de o ligarmos à rede de transportes. Este é um pequeno mas importante passo", sublinhou Oliveira Marques.O novo cartão começa a ser vendido, na próxima segunda-feira, na loja do aeroporto (os primeiros 100 clientes têm direito a um cartão gratuito) e a TIP prevê que, até à próxima quarta ou quinta-feira, esteja disponível em todas as lojas Andante, na Loja da Mobilidade e em todos os pontos de venda da STCP e da CP. O Andante Tour 1 custa cinco euros e o Andante Tour 3 tem o preço de 11 euros.
Jornal de Noticias 11 de Maio de 2007 - Reis Pinto

CARTA ENVIADA HOJE À EXMA. SRA. GOVERNADORA CIVIL DO PORTO – RECLAMAÇÕES DOS UTENTES COM O SERVIÇO DE TRANSPORTES PRESTADO PELA "NOVA REDE" DA STCP

Carta enviada hoje à Exma. Sra. Governadora Civil do Porto.