quinta-feira, 30 de novembro de 2006

JORNALISMO PORTO NET - REDE DA STCP SOFRE GRANDES MUDANÇAS EM JANEIRO

STCP reduz número de linhas e aposta na complementaridade com o metro. Linhas passam a ter três dígitos.
A partir de 1 Janeiro de 2007, a rede da STCP vai sofrer profundas alterações, que passam pela redução das actuais 82 linhas para 58. A terceira e última fase da Nova Rede de transportes pretende "racionalizar" o sistema, eliminando sobreposições com o metro. Linhas mais curtas, flexíveis e com horários mais regulares e a integração de todas as linhas no tarifário Andante são as novidades.
A sobreposição com a cobertura do metro foi o principal critério nas mudanças, que trazem uma nova "filosofia": "percursos mais curtos e flexíveis e possibilidade de compatibilização com outros meios de transporte", enunciou hoje a presidente do Conselho de Administração da STCP, Fernanda Meneses, na apresentação da Nova Rede.
Os responsáveis da empresa admitiram que há linhas muito utilizadas, como a 21 (Castelo do Queijo-S. Roque) e a 78 (Hospital de S. João-Castelo do Queijo), que desaparecem. Os itinerários que as substituem obrigarão a mais transbordos, mas a STCP garante que os tempos dos percursos vão ser reduzidos, muito graças à intermodalidade com o metro.
A reorganização da rede é também uma resposta à redução da procura dos serviços da empresa, que baixou 13% nos últimos anos devido ao crescimento do transporte automóvel e o surgimento do metro. Durante o primeiro semestre do próximo ano, serão testados os efeitos das mudanças e equacionados eventuais ajustamentos.
Três dígitos
As linhas passam a ter três dígitos para facilitar a compreensão sobre o seu destino. O primeiro dígito designa a área geográfica de um dos términos (as linhas 900, por exemplo, terminam em Gaia). Mantêm-se algumas linhas com dois dígitos por serem operadas por empresas privadas ao serviço da STCP ou razões históricas.
No desenho da nova rede, foi definido um quadrilátero central composto por Boavista, Marquês, Baixa, Campo 24 de Agosto, pontos de fácil interface com outras linhas ou transportes, e um outro mais largo para as linhas mais suburbanas da periferia norte, que inclui o Hospital de S. João.
A STCP contactou, durante o mês de Novembro, os presidentes de câmara e juntas de freguesia para proceder às mudanças. O diálogo com as autarquias permitiu ainda a criação de seis linhas especiais não rentáveis à STCP.
Haverá três novas linhas Z (Francelos, Angeiras e Lordelo), caracterizadas por serem curtas, muito localizadas e permitirem ligar os habitantes de zonas com baixa procura de transportes à restante rede.
Até 20 de Janeiro, a Linha Azul (808 200 166) será reforçada. A campanha de divulgação motivou ainda o primeiro "spot" televisivo da STCP. Até ao fim da próxima semana será possível consultar a nova rede no "site" Itinerarium.

http://jpn.icicom.up.pt/2006/11/30/rede_da_stcp_sofre_grandes_mudancas_em_janeiro.html

sexta-feira, 30 de junho de 2006

JORNAL DE NOTICIAS – DESCONTO NOS PASSES ANUNCIADOS PELA METRO NÃO SÃO PRATICADOS

Não há descontos para ninguém. O tarifário social do andante, cuja entrada em vigor a Metro do Porto anunciou para o início do mês, ainda não está à disposição dos utentes. E, segundo as informações recolhidas junto de lojas Andante, não há qualquer prazo para crianças, estudantes, idosos e reformados passarem a ter direito aos prometidos descontos.
Apesar de, há dias, ter sido publicado, na Imprensa, um anúncio com as novas condições de utilização do andante, integrando, precisamente, os descontos - 25% para crianças (dos quatro aos 12 anos) e estudantes (até aos 25 anos); 47% para idosos e reformados. E sublinhando que essas condições de utilização estavam em vigor desde o dia 15 de Junho.
No entanto, ontem, 29 de Junho, a resposta obtida nas lojas Andante instaladas em duas das principais estações da rede de Metro (Trindade e Campanhã), foi elucidativa "Os descontos ainda não estão em vigor e não há prazo para que isso aconteça".
Muitos utentes receberam a mesma resposta, o que causou natural insatisfação.
O JN contactou a Transportes Intermodais do Porto (TIP), mas o administrador-delegado da empresa, Coutinho dos Santos, não esteve disponível para esclarecer o que tem motivado os sucessivos atrasos no tarifário social. Dessa forma, continua por saber, também, qual a data para a efectiva entrada em vigor dos preços sociais.
Os descontos vão repercutir-se nos passes (assinaturas mensais) e não nos bilhetes ocasionais. Recorde-se que o sistema andante (usado no metro e em alguns serviços da CP e da STCP) motivou muitas críticas da parte de utentes, que consideram os preços muito elevados. E, ao contrário do que acontece noutros tarifários de transportes públicos, não tem qualquer componente social. Situação que, afinal, e ao contrário do que foi dito pelos responsáveis, manter-se-á por mais algum tempo.

Jornal de Notícias 30 de Junho de 2006 - Hugo Silva